Mario Farren, novo presidente do BancoEstado, solicitou à Comissão para o Mercado Financeiro a flexibilização da Taxa Máxima Convencional para bancarizar mais 200 mil famílias. Em entrevista ao La Tercera, ele anunciou medidas contra o aumento dos preços dos combustíveis e planos para superar o financiamento imobiliário do ano passado. Farren destacou o atendimento ao cliente e a segurança operacional como prioridades.
Mario Farren assumiu a presidência do BancoEstado há três semanas, nomeado pelo governo de José Antonio Kast. Com 27 anos de experiência no Citi e ex-Superintendente de Bancos, Farren expressou entusiasmo com a instituição. "Tem sido uma honra, uma responsabilidade e um prazer", afirmou em entrevista ao La Tercera publicada em 5 de abril. Em relação ao recente aumento no preço dos combustíveis, o BancoEstado lançou linhas de crédito com até seis meses de carência para micro e pequenas empresas (mipymes) e transportadores, além de financiamento preferencial para a eletromobilidade. Farren anunciou o próximo pagamento do bônus para táxis e coletivos via Bolsillo Combustibles. Ele também promove a interoperabilidade de pagamentos via QR code com outros bancos. No setor habitacional, seu objetivo é superar os 31.500 empréstimos imobiliários e os 60 milhões de UF do ano passado, em coordenação com os ministérios da Fazenda e da Habitação. Ele propôs uma revisão nos ponderadores de risco e na tabela LTV da CMF acima de 80% para facilitar o acesso sem gerar bolhas. Farren alertou que fraudes com cartões aumentam os custos dos produtos e solicitou medidas como limites mais baixos ou seguros. Ele defendeu a flexibilização da TMC, estimando que isso bancarizaria mais 200 mil famílias apenas no BancoEstado, monitorando ao mesmo tempo o impacto para evitar a desbancarização. O presidente Kast prioriza o atendimento ao cliente; o ministro da Fazenda, Jorge Quiroz, a segurança operacional.