A Generalist AI, sediada na Califórnia, lançou o Gen-1, um novo modelo de IA física que permite aos robôs realizar tarefas como dobrar roupas, consertar outros robôs e colocar dinheiro em carteiras. O modelo utiliza dados de destreza humana coletados mundialmente para ensinar 'senso comum físico' aos robôs. O cofundador Pete Florence descreveu a inovação como um grande avanço para a robótica do mundo real.
A Generalist AI revelou o Gen-1 no início deste mês, capacitando robôs em uma série de atividades práticas. Vídeos da empresa demonstram o modelo em braços robóticos realizando tarefas como separar meias por cor, empilhar laranjas em pirâmides, abrir estojos e conectar cabos Ethernet. Florence, cofundador e CEO da empresa, observou que o Gen-1 serve como o 'cérebro' para vários tipos de robôs, incluindo humanoides e braços industriais. 'É um grande passo em frente em termos de robôs projetados para o mundo real, baseados em uma inteligência nascida do mundo real', disse Florence. Pete Florence explicou que, ao contrário dos métodos tradicionais que usam robôs teleoperados, o Gen-1 foi treinado com dados de humanos usando 'luvas de dados' leves distribuídas globalmente. Isso capturou milhões de interações, incluindo feedback de força sutil, escorregões e recuperações que imitam a destreza humana. 'Esse tipo de dado é fundamental para ensinar aos robôs o senso comum físico, a compreensão intuitiva e a capacidade de adaptação em tempo real', acrescentou Florence. O modelo apresenta melhorias acentuadas nas taxas de sucesso: manutenção de aspiradores robóticos em 99% dos casos, acima dos 50% da versão Gen-0 anterior; montagem de caixas em 99%, contra 81%; e embalagem de telefones em 99%, ante 62%. O Gen-1 também se destaca na improvisação, adaptando-se a mudanças, como o uso de duas mãos para uma tarefa automotiva originalmente prevista para uma mão, uma capacidade que Florence afirmou ser praticamente ausente na robótica anterior.