Analistas do Barclays preveem que o setor de IA física, abrangendo robôs e robotaxis, pode atingir um valor de mercado de 1 trilhão de dólares até 2035. Esta projeção destaca avanços em robótica habilitada por IA e pode apoiar as ambições do CEO da Tesla, Elon Musk, para crescimento substancial de riqueza. O relatório atribui esse potencial a melhorias no poder computacional, capacidades mecânicas e tecnologia de baterias.
O Barclays, um banco multinacional inglês, lançou uma nota de pesquisa prevendo crescimento significativo no setor de IA física. De acordo com a nota, acessada pela Bloomberg na terça-feira, este mercado —definido para incluir robôs e robotaxis— pode expandir para 1 trilhão de dólares até 2035. Zornitsa Todorova, chefe de pesquisa temática de renda fixa no Barclays, atribui essa perspectiva a avanços em larga escala em “cérebros, músculos e baterias”, que se espera impulsionem a robótica habilitada por IA a um ponto de inflexão. A projeção surge em meio ao crescente foco da Tesla em robótica. O CEO Elon Musk expressou ambições ligadas a um pacote de remuneração de um trilhão de dólares, potencialmente apoiado por desenvolvimentos em IA física. Durante uma chamada de resultados anterior da Tesla, Musk observou competição potencial, afirmando: “Eu acho que, de longe, a maior competição para robôs humanoides virá da China.” Observadores da indústria apontam tecnologias como a Alpamayo da Nvidia como facilitadoras para escalar a condução autônoma em montadoras e aplicar IA física em tarefas de produção e manufatura. Enquanto isso, concorrentes como a Boston Dynamics desenvolveram o robô Atlas, capaz de levantar objetos de até 110 libras e operar em temperaturas de -4°F a 104°F. A empresa também indica que habilidades aprendidas por uma unidade Atlas podem ser compartilhadas em toda a sua frota. Este relatório do Barclays destaca o potencial transformador da IA física, posicionando-a como uma área chave para inovação em robótica e sistemas autônomos.