A Tesla reportou queda de 46% nos lucros do ano completo de 2025 para US$ 3,8 bilhões — o primeiro declínio anual de receita — devido a entregas de veículos em queda, concorrência e perda de créditos fiscais para VE. Apesar dos desafios do T4, superou estimativas de lucros, revelou mudança estratégica para 'IA física' incluindo fim da produção de Model S/X, lançamento da fábrica de chips TerraFab, aceleração de robotaxis e robôs Optimus, e planejamento de capex acima de US$ 20 bilhões, alimentando otimismo de analistas e P/E forward de 196 versus pares automotivos.
A Tesla divulgou seus resultados do T4 e ano completo de 2025 em 28 de janeiro de 2026, destacando lutas em seu núcleo automotivo ao lado de um pivô ousado para IA, robótica e autonomia. A receita anual caiu para US$ 94,8 bilhões de US$ 97,7 bilhões em 2024, com lucros despencando 46% para US$ 3,8 bilhões — o mais baixo desde a pandemia. Receita do T4 atingiu US$ 24,9 bilhões (em linha com previsões), mas lucros caíram 61% para US$ 840 milhões; EPS ajustado de US$ 0,50 superou expectativas de US$ 0,45. Receita automotiva declinou 10% para US$ 69,5 bilhões com 1,64 milhão de entregas (queda de 8,6% ou 153 mil unidades), incluindo queda de 16% no T4. Fatores incluíram concorrência da BYD (agora maior vendedor puro de VE), expiração de créditos fiscais de US$ 7.500 para VE nos EUA em setembro de 2024 (causando queda de 16% nas vendas pós-expiração), queda de 27% nas vendas europeias, boicotes por política do CEO Elon Musk, vendas fracas do Cybertruck (59 mil unidades totais em 2024-2025 vs. 2 milhões de pré-pedidos), e créditos regulatórios menores. Musk descartou declínios de entregas, dizendo 'Estou bem com isso', e abriu a chamada atualizando a missão da Tesla para perseguir 'abundância incrível' via autonomia e robótica. Notas positivas: receita de armazenamento de energia subiu 27% para US$ 12,8 bilhões (margem de 29,8%, T4 +25% para US$ 3,8 bi por demanda Megapack/IA); serviços +18%; assinaturas Full Self-Driving atingiram 1,1 milhão de usuários (+38%). Margens brutas subiram para 20,1% de 16,3%. O pivô encerra produção de Model S/X (3% das vendas) no T2 2026 para realocar Fremont para robôs humanoides Optimus, mirando 1 milhão de unidades anuais. Musk anunciou revelação de Optimus Gen 3/V3 no T1 2026, produção em volume fim de ano/2027; analista Jed Dorsheimer (William Blair) projeta US$ 25 bilhões de receita anual de 500 mil unidades a US$ 50 mil cada. Esforços de robotaxi designam 2026 como 'ano de rampa', expandindo serviço (500+ veículos em Austin/SF, monitores de segurança removidos em Austin) para sete cidades até meio do ano. Planos incluem capex >US$ 20 bi em 2026 para seis fábricas (Cybercab robotaxis, Semi, Optimus) e TerraFab, nova fábrica de chips interna custando centenas de bilhões para controlar hardware/software de IA/robótica. Tesla pode limitar semirreboques/Roadsters mas desemphasiza EVs de entrega. Investimento de US$ 2 bi em xAI apoia direção autônoma/robótica. Apesar riscos de queima de caixa >US$ 5 bi, analistas otimistas: Craig Irwin da Roth (Compra, alvo US$ 505), UBS (US$ 352), Dan Ives da Wedbush (70% market share autônomo), Morningstar sobre lucratividade. Ações subiram ~5% pós-lucros para US$ 436,73 (P/E trailing ~300-400), agora P/E forward 196 —muito acima dos dígitos únicos da GM/Ford— refletindo mudança de valuation tech/IA além de autos.