A cantora cubano-americana Gloria Estefan criticou duramente as políticas de imigração do presidente Donald Trump durante uma coletiva de imprensa no Festival Internacional da Canção de Viña del Mar, no Chile. Ela instou os latinos a se unirem e se pronunciem contra abusos. Destacou as ações da agência Immigration and Customs Enforcement e seus efeitos sobre famílias e contribuintes sem documentos.
Em uma coletiva de imprensa antes de sua apresentação no domingo no Festival Internacional da Canção de Viña del Mar, no Chile, a cantora cubano-americana Gloria Estefan expressou forte oposição à perseguição de imigrantes nos Estados Unidos sob o presidente Donald Trump. Ela se concentrou nas operações da agência Immigration and Customs Enforcement, conhecida como ICE, que resultaram em várias mortes civis. «Uma coisa é tentar capturar criminosos e pessoas que prejudicam um país, e outra é realizar batidas em famílias, crianças e pessoas que contribuíram grandemente para o bem-estar do país e que não usam recursos públicos», declarou Estefan. Ela observou que indivíduos sem documentos pagam impostos, gerenciam empresas e enriquecem a mistura cultural dos Estados Unidos, acrescentando que «qualquer um que esteja nos Estados Unidos é um imigrante». Estefan convocou a unidade latina: «Unir-se como latinos nos Estados Unidos é importante e manifestar-se quando se vê algo que não está certo. Falem. Isso não faz parte do nosso grande país. São tempos realmente difíceis em todo o mundo.» Ela se referiu a incidentes recentes, incluindo o assassinato de duas pessoas, e enfatizou a importância da partilha de culturas para a beleza do mundo. A cantora recordou sua estreia no festival há 44 anos, uma das vezes em que suas «pernas tremiam» de nervosismo. Ela retorna para dar carinho ao público, com o maior prêmio sendo que eles saiam entretidos, dançando e esquecendo seus problemas por um momento. Estefan abrirá a noite, seguida pelo comediante chileno Stefan Kramer e pelo cantor italiano Matteo Bocelli.