A Câmara dos Representantes dos EUA determinou que as declarações do deputado Max Miller, republicano de Ohio, fossem excluídas dos registros do Congresso após uma discussão no plenário com a deputada Rashida Tlaib, democrata de Michigan, durante o debate sobre uma resolução de poderes de guerra no Líbano nesta semana.
O deputado Max Miller (R-Ohio) provocou uma objeção da deputada Rashida Tlaib (D-Mich.) durante o debate no plenário da Câmara sobre a resolução de Tlaib referente aos poderes de guerra no Líbano, após Miller afirmar que o Hezbollah é uma organização terrorista e acusar Tlaib de “defender terroristas diariamente”, de acordo com a cobertura do episódio. Tlaib objetou e solicitou que as palavras de Miller fossem retiradas ou excluídas. O presidente da sessão, deputado Jay Obernolte (R-Calif.), decidiu que os comentários foram inadequados por questionarem o patriotismo ou a lealdade de uma parlamentar. Após Miller se recusar a retratar as declarações, o presidente ordenou que fossem excluídas do registro. A disputa interrompeu brevemente os trabalhos no plenário, enquanto os membros discutiam se a linguagem violava as regras da Câmara que regem ataques pessoais. A medida de Tlaib sobre o Líbano é a H.Con.Res.84, uma resolução conjunta que orienta o presidente, sob a Resolução de Poderes de Guerra, a retirar as forças armadas dos EUA do Líbano. Tlaib foi anteriormente censurada pela Câmara em 7 de novembro de 2023, em uma votação de 234 a 188, devido a declarações relacionadas à guerra entre Israel e Hamas.