O Senado votou 50 a 48 na terça-feira para ordenar a retirada das forças dos EUA de hostilidades com o Irã. A medida, já aprovada pela Câmara no início deste mês, é simbólica e não requer a assinatura presidencial.
Quatro republicanos juntaram-se aos democratas em apoio à resolução de poderes de guerra. Eles foram Bill Cassidy, da Louisiana, Susan Collins, do Maine, Rand Paul, do Kentucky, e Lisa Murkowski, do Alasca. O líder da minoria no Senado, Chuck Schumer, disse após a votação que o Congresso enfrentou Donald Trump e votou para encerrar sua guerra custosa, desnecessária e devastadora com o Irã. A mensagem, acrescentou ele, era que a administração Trump deve retirar as forças dos EUA de hostilidades no Irã. O presidente Trump criticou a medida na Truth Social, acusando os legisladores de agirem no meio das negociações para encerrar o conflito com o Irã. Ele chamou a votação de antipatriótica e disse que os democratas eram movidos pela Síndrome de Transtorno Trump. A resolução reflete a frustração bipartidária, mas não tem força de lei. Ela ocorre enquanto os EUA e o Irã continuam negociações delicadas para encerrar permanentemente o conflito.