As operadoras de planos de saúde chilenas encerraram o primeiro trimestre de 2026 com lucros conjuntos de US$ 34,092 bilhões, revertendo a perda de US$ 273 milhões do mesmo período em 2025. A redução de 23% nos pagamentos de subsídios por licença médica explica em grande parte o resultado positivo.
De acordo com a Superintendencia de Salud, a receita total atingiu US$ 1,120412 bilhão entre janeiro e março. Os gastos com subsídios por licença médica caíram de US$ 193,613 milhões para US$ 148,549 milhões, uma diminuição de mais de US$ 45 bilhões em termos anuais.
A agência atribuiu a queda ao efeito dissuasório das investigações da Contraloría General de la República desde maio de 2025 e às medidas de fiscalização da Superintendencia de Seguridad Social. A Consalud liderou os ganhos com US$ 18,040 milhões, seguida pela Cruz Blanca com US$ 6,782 milhões e pela Banmédica com US$ 3,918 milhões.
A Superintendencia alertou que os lucros não podem ser distribuídos como dividendos até que a dívida com os afiliados por cobranças excessivas seja quitada, com um prazo de até 14 anos. Os primeiros meses do ano geralmente registram custos de saúde mais baixos, portanto, um balanço anual completo é necessário para uma avaliação definitiva.