O ministro da Saúde da Colômbia, Guillermo Alfonso Jaramillo, compareceu perante o Tribunal Constitucional na segunda-feira para defender o aumento da UPC estabelecido no final de 2025, durante uma audiência técnica convocada devido a um processo por desacato.
A audiência, que começou às 8h, visa verificar o cálculo da UPC, o valor per capita que a Adres paga às EPS pelo atendimento médico de cada afiliado. Quatro meses antes, o Tribunal abriu um processo por desacato contra Jaramillo por suposto descumprimento e solicitou investigações à Fiscalía e à Procuraduría. O ministro rejeitou as pressões por aumentos maiores: "Não podemos permitir que uma série de atores conspire para exigir um aumento da UPC". Ele defendeu o reajuste de 9,03%, citando critérios técnicos apesar das críticas de grupos como Andi, Acemi e Afidro, e um documento da promotoria que não encontrou irregularidades no uso da UPC. Jaramillo culpou as falhas das EPS: "Eles me colocaram aqui para responder pelo que as EPS não fazem (...) O que precisa ser feito é liquidá-las". Ele expressou abertura para uma nova metodologia. Ana María Vesga, da Acemi, solicitou pelo menos 17,33%, citando a inflação e os aumentos do salário mínimo. O diretor da Adres, Félix León Martínez, atribuiu a crise do sistema de saúde à má qualidade dos dados das EPS, e não à falta de financiamento, destacando aumentos orçamentários históricos de 2022 a 2026.