Kari Lake elogia Trump na Voice of America em meio a preocupações legais

Kari Lake, responsável pela Agência de Mídia Global dos EUA, elogiou efusivamente o presidente Trump durante uma entrevista em janeiro de 2026 no serviço em persa da Voice of America. Críticos argumentam que seus comentários minam a independência editorial da emissora, potencialmente violando a lei federal. A aparição destaca tensões contínuas sobre a direção da agência sob a administração Trump.

Em um segmento de cinco minutos transmitido em janeiro de 2026, Kari Lake elogiou a política externa de Trump, particularmente em relação ao Irã, chamando-o de «o presidente da paz» e afirmando que ele encerrou oito guerras e conflitos. Ela descreveu sua abordagem como «apagando incêndios» por meio de «paz através da força», enquanto criticava um «judiciário fora de controle» e o «horrível» histórico do ex-presidente Joe Biden. A entrevista, conduzida por meio de um intérprete, fez parte de um especial de uma hora marcando o primeiro ano de Trump de volta ao cargo e também foi ao ar no serviço em chinês da VOA, onde seus comentários em inglês eram audíveis. Lake, ex-apresentadora de TV no Arizona e candidata MAGA fracassada para governadora e Senado, foi instalada por Trump na Agência de Mídia Global dos EUA (USAGM) no início do ano passado. Apesar de desafios legais à sua autoridade —incluindo um juiz federal questionando seu papel e a validade de suas ações—, ela tem atuado como CEO adjunta desde julho passado e alega ser CEO interina. Trump emitiu uma ordem executiva em março para minimizar a agência, levando Lake a demitir 85% da força de trabalho, embora decisões judiciais tenham reintegrado alguns funcionários. A lei de firewall determina que o chefe da USAGM respeite a independência editorial da VOA da política. Onze jornalistas e funcionários atuais e antigos da VOA descreveram a aparição de Lake no ar como sem precedentes, temendo retaliação se identificados. David Kligerman, ex-conselheiro geral da USAGM, afirmou: «Estas são precisamente as razões pelas quais você teria uma carta e por que você teria que aderir aos mais altos princípios de ética jornalística —para evitar esse tipo de situações.» Rick Stengel, ex-editor da Time e membro do conselho da USAGM, acrescentou: «Ouvindo Kari Lake, ela soava mais como secretária de imprensa do presidente do que como chefe de um serviço de notícias independente.» Lake defendeu seus comentários em uma declaração à NPR: «A VOA está contando a história do valente povo iraniano e sua luta pela liberdade. Essa história não pode ser contada sem compartilhar declarações do presidente Trump ou o apoio que o povo iraniano tem por ele.» Em meio às protestos no Irã e ao apagão de internet, Lake enfatizou o serviço persa da VOA, liderado por Ali Javanmardi, ex-jornalista da VOA que também elogia Trump. Colegas relatam que Javanmardi desencoraja convidados críticos, incluindo o cancelamento de uma aparição de Elliot Abrams. O Congresso, repreendendo a administração, propôs US$ 643 milhões para a USAGM no ano fiscal de 2026 —quatro vezes o valor solicitado— sustentando os esforços de radiodifusão internacional.

Artigos relacionados

Federal judge voids Kari Lake's USAGM actions, illustrated with courtroom gavel, voided documents, and symbols of Voice of America staff layoffs.
Imagem gerada por IA

Juiz federal diz que Kari Lake não tinha autoridade na USAGM, anulando ações que afastaram a equipe da Voice of America

Reportado por IA Imagem gerada por IA Verificado

Um juiz federal em Washington determinou que Kari Lake não tinha autoridade legal para exercer os poderes de diretora executiva da Agência dos EUA para Mídia Global, declarando nulas as principais medidas tomadas sob sua direção - incluindo licenças e demissões em massa que afetaram a Voice of America. A decisão é o mais recente revés judicial para o esforço do governo Trump de reduzir a emissora internacional financiada pelo governo.

O juiz distrital sênior dos EUA Royce Lamberth declarou ilegal o mandato de Kari Lake como CEO interina da U.S. Agency for Global Media (USAGM), de julho a novembro de 2025, invalidando ações como demissões em massa na Voice of America (VOA) e afiliadas. A decisão, invocando a Federal Vacancies Reform Act e derrotas anteriores da administração Trump, critica práticas de nomeações temporárias.

Reportado por IA

Em 2025, o segundo mandato do presidente Donald Trump foi marcado por disputas contínuas com veículos de mídia tradicional sobre a formação de percepções públicas, destacadas em cinco momentos-chave desde a posse até escândalos eleitorais. Esses confrontos abrangiram iniciativas políticas, entrevistas, tragédias e controvérsias políticas, revelando divisões profundas na forma como os eventos foram enquadrados. Uma análise do Daily Wire capturou instâncias em que as narrativas da mídia e da administração divergiram bruscamente.

O presidente Donald Trump está programado para fazer um pronunciamento nacional na noite de quarta-feira sobre o status da guerra dos EUA contra o Irã, conhecida como Operação Epic Fury. Um funcionário da Casa Branca afirmou que o discurso fornecerá uma atualização operacional, destacando o progresso no cumprimento ou superação das metas. O pronunciamento ocorre em meio ao fechamento do Estreito de Hormuz, ao aumento dos preços da gasolina nos EUA acima de US$ 4 por galão e a protestos crescentes de veteranos.

Reportado por IA Verificado

President Donald Trump accused Representative Marjorie Taylor Greene of being a "jilted" traitor after she criticized his priorities as president in a 60 Minutes interview, arguing he focused too heavily on international issues over domestic concerns. Greene, a onetime staunch ally, has announced plans to resign from Congress in January, a move that will further narrow the Republican majority in the House.

Uma nova pesquisa indica que 58% dos americanos consideram o primeiro ano do segundo mandato de Donald Trump um fracasso. A desaprovação se estende a políticas chave, incluindo imigração e assuntos externos. Além disso, Trump recebeu a medalha do Prêmio Nobel da Paz da líder da oposição venezuelana María Corina Machado.

Reportado por IA Verificado

O apresentador da Fox News, Greg Gutfeld, argumentou no programa "The Five" que a postura do presidente Donald Trump em relação ao Irã reflete as opiniões de longa data do próprio Trump e não a pressão de Israel, apontando para os comentários de Trump da década de 1980 que defendiam uma abordagem de linha dura durante a crise dos reféns no Irã e a guerra Irã-Iraque.

 

 

 

Este site usa cookies

Usamos cookies para análise para melhorar nosso site. Leia nossa política de privacidade para mais informações.
Recusar