Quase 4.700 participantes se reuniram em Chicago no último fim de semana para a conferência bienal Labor Notes, apesar das interrupções causadas por 17 tornados no Meio-Oeste. Organizadores e trabalhadores de sindicatos, incluindo os da Amazon, frigoríficos, enfermagem e agências federais, compartilharam estratégias diante dos desafios contínuos da automação, mudanças políticas e ações de fiscalização.
O evento atraiu participantes que viajaram longas distâncias, incluindo Xavier Villerol, de um armazém da Amazon em Staten Island, que dirigiu por 12 horas após o cancelamento de voos. As sessões cobriram negociações contratuais, vigilância no local de trabalho e respostas às mudanças impulsionadas pela IA, contando com a maior reunião registrada de trabalhadores da Amazon de diversos países.
Barbara Madeloni, da Labor Notes, abriu a plenária comparando as condições climáticas às enfrentadas pelos trabalhadores. Os palestrantes destacaram ações recentes, como a greve de 41 dias dos enfermeiros no Hospital Montefiore e a primeira grande greve em décadas no setor de frigoríficos, em uma unidade da JBS em Greeley, Colorado, onde os trabalhadores garantiram ganhos salariais 33% acima da oferta inicial.
Funcionários federais discutiram a perda dos direitos de negociação coletiva para mais de um milhão de trabalhadores em 2025, enquanto professores das Twin Cities descreveram esforços para apoiar comunidades imigrantes durante operações de fiscalização. Os participantes enfatizaram a importância de construir o poder da base por meio da tomada de decisão democrática dentro dos sindicatos.
A conferência, organizada desde 1979 para fortalecer a organização no chão de fábrica, contou com quase 350 workshops e tradução em oito idiomas. Os participantes partiram com um foco renovado na coordenação entre diferentes setores antes das futuras rodadas de negociações contratuais.