No Dia do Trabalho, ministros do governo Lula pediram mobilização da sociedade para pressionar o Congresso a votar o fim da escala 6x1. Atos em São Paulo e Rio reuniram trabalhadores, sindicatos e políticos em defesa da redução da jornada para 40 horas semanais. O presidente da Câmara, Hugo Motta, acelerou a tramitação marcando sessões extras.
Em atos do 1º de Maio em São Paulo e Rio de Janeiro, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva apostou na pressão dos trabalhadores para aprovar o fim da escala 6x1, que prevê seis dias de trabalho por semana. O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, afirmou em São Bernardo do Campo: "A manifestação da sociedade é muito importante nesse processo, porque o Congresso nós conhecemos [...] é preciso que a sociedade entre em campo".
Marinho e o ministro Guilherme Boulos preveem o fim da escala ainda em 2026, com Boulos citando regime de urgência no projeto de lei de Lula que tranca a pauta do Congresso até julho. A proposta garante jornada máxima de 40 horas semanais e dois dias de descanso, sem redução salarial. O presidente da CUT, Sergio Nobre, reforçou a pressão para votação ainda em maio.
Na Câmara, Hugo Motta marcou sessões deliberativas de segunda a sexta-feira na semana de 4 a 8 de maio, acelerando o prazo de dez sessões para emendas à PEC da escala 6x1, aprovada na CCJ em 22 de abril. A comissão especial iniciou trabalhos em 29 de abril. Atos da Força Sindical contaram com discursos de Fernando Haddad, Simone Tebet e Marina Silva, que negou prejuízos econômicos.
Mobilizações ocorreram no Palácio dos Trabalhadores, praça Roosevelt e Copacabana, com foco em mulheres sobrecarregadas. Um ato de direita na Avenida Paulista teve baixa adesão e evitou o tema da jornada.