Em um diário pessoal, Lien Estrada relata seus esforços para recarregar dispositivos em locais com geradores em meio aos prolongados apagões em Cuba. Ela visitou o prédio de apartamentos dos médicos, o "Edifício de Doze Andares" e o Hospital Vladimir Ilich Lênin. Por fim, ela encontrou uma tomada que funcionava nas salas de aula de Ciências Médicas.
Lien Estrada, em seu diário publicado no Havana Times em 20 de março de 2026, detalha os desafios de recarregar dispositivos devido a apagões prolongados. Ela visita locais com geradores ou status preferencial, como o prédio de apartamentos dos médicos, o "Edifício de Doze Andares" e o Hospital Vladimir Ilich Lenin. Ontem, ela teve sorte na barbearia do "Twelve-Story Building", onde um jovem barbeiro gentilmente permitiu que ela carregasse. Hoje, como o barbeiro não estava presente, ela foi ao hospital e encontrou todas as tomadas e interruptores quebrados ou cobertos com placas em branco nas áreas que verificou. Isso não a surpreendeu totalmente, pois mesmo durante crises menos graves, esses itens são roubados de escolas, locais de trabalho e clínicas. Na cafeteria do hospital, um espaço alugado, ela encontrou três tomadas: duas ocupadas e a terceira separada. Em seguida, ela obteve permissão para entrar nas salas de aula de Ciências Médicas e sentou-se em um banco com uma tomada funcionando atrás dela. Sinceramente, neste momento não quero pensar em nada. Só espero resolver isso o mais rápido possível e voltar para casa", escreve Estrada. Ela se lembra de uma palestra de um economista no Centro Ecumênico Martin Luther King Jr., em que um participante perguntou: "E por que isso não é feito?" e o economista deu de ombros. Estrada observa que a crise atual parece mais severa, mas recomenda que se busquem soluções sem promover mais desamparo.