Após decisão de um tribunal superior que permite seu depoimento, a Comissão Madlanga decidirá na segunda-feira se o empresário do Noroeste Suliman Carrim pode depor a portas fechadas devido a ameaças contra sua vida. Seus advogados buscam proteções de privacidade, enquanto a líder de evidências Adila Hassim questiona a relevância das ameaças para a investigação.
A Comissão de Inquérito Madlanga sobre corrupção no serviço policial da África do Sul deve decidir na segunda-feira, em Pretória, sobre o pedido do empresário do Noroeste Suliman Carrim para depor a portas fechadas. Isso segue a rejeição pelo Tribunal Superior de Joanesburgo, em fevereiro de 2026, do desafio de Carrim à intimação da comissão, que surgiu de alegações ligando-o a um contrato SAPS de R360 milhões cancelado. Os advogados de Carrim argumentam que ameaças à sua vida exigem audiências fechadas para sua segurança. A líder de evidências Adila Hassim opõe-se, afirmando que as ameaças — comprovadas por mensagens de texto de números desconhecidos — não foram provadas como relacionadas à participação dele na comissão. «Não sabemos o contexto... dessas mensagens de texto. Não sabemos quais são as fontes potenciais... Não sabemos se há alguma hostilidade ou disputa... que possa dar origem a isso», declarou Hassim. A decisão destaca problemas contínuos de segurança de testemunhas na investigação da comissão, iniciada pelas alegações do comissário de polícia de KwaZulu-Natal Nhlanhla Mkhwanazi de interferência em investigações de grupos criminosos.