Autoridades judiciais tiveram acesso ao celular de Martín Migueles, parceiro de Wanda Nara, revelando uma rede que cobrava propinas de 10 a 15 por cento para acelerar autorizações de importação via sistema SIRA durante o governo de Alberto Fernández.
O promotor Franco Picardi denunciou Migueles, ex-sócio de Elías Piccirillo, por atuar como elo entre empresários e funcionários públicos. Mensagens encontradas em seu celular mostram como intermediários prometiam aprovações no prazo de uma semana em troca de pagamentos em dólares no mercado paralelo (blue). Em mensagens de voz, Migueles diz a um contato: “Eu consigo um ponto a menos, 11 pontos e sai em uma semana no máximo”. Outro funcionário do governo, Ariel Germán Saponara, sugeriu inflar o suborno: “Passe 12 ou 13 para ele e ganhamos um ponto”. A investigação também inclui Héctor Ezequiel Caputto, conhecido como El Pipo, e examina um esquema paralelo com a empresa Arg Exchange para vender dólares oficiais no mercado informal, com ganhos potenciais acima de 200 por cento. O caso mantém sob sigilo os nomes de funcionários de escalão superior.