A senadora Karol Cariola (PC) prestou depoimento aos procuradores no caso Chinamart, explicando várias gestões realizadas para o empresário chinês Emilio Yang, incluindo consultas sobre uma patente comercial em Santiago. Um relatório da PDI afirma que essas ações ocorreram fora dos canais regulares, embora a patente não tenha sido renovada. Cariola insistiu que tudo seguiu os procedimentos formais e que não recebeu benefícios.
A senadora Karol Cariola prestou seu depoimento em 2 de dezembro na condição de imputada no caso Chinamart, conduzido pelo procurador Patricio Cooper. Ela detalhou gestões com a ex-prefeita Irací Hassler a respeito da renovação de uma licença de venda de álcool para o estabelecimento Chinamart, de Emilio Yang (Bo Yang), que havia expirado por falta de pagamento. "Posso afirmar que tive uma conversa com a Sra. Irací Hassler naquela época", disse Cariola, explicando que buscou orientação formal devido a um erro administrativo.
Reynaldo Morales, chefe do Departamento de Atividades Comerciais em Santiago, testemunhou que Hassler o instruiu a intervir a pedido de Cariola, que entrou em contato com ele diretamente via WhatsApp de forma excepcional. Morales forneceu informações sobre o processo e contatou Yang, que fez um acompanhamento insistente. "Essas consultas feitas diretamente pela deputada Cariola foram excepcionais", afirmou Morales.
Cariola explicou outras ações: mensagens a prefeitos sobre multas de trânsito que ela pagou sem desconto; contato com Susana González para uma visita de uma delegação chinesa a La Moneda; sugestões a ministros sobre investimentos chineses; e a proposta de incluir Yang em uma delegação à China, o que não ocorreu. Sobre o aluguel de um apartamento intermediado por Yang, ela pagou 28.145.091 pesos ao final, cobrindo dívidas e a rescisão antecipada. Ela reconheceu o recebimento de presentes, como um carrinho de bebê.
Um relatório da PDI de 11 de fevereiro de 2026 conclui que as gestões de Cariola levaram a "atos administrativos excepcionais" para renovar a patente, anteriormente rejeitada pelo Conselho Municipal. "Nunca houve qualquer intenção de realizar ações fora da norma", defendeu-se Cariola, autorizando a revisão de suas contas bancárias.