Com base no relatório do Comitê da ONU contra Desaparecimentos Forçados (CED) que insta ao apoio global para a crise no México, o governo emitiu uma declaração conjunta das secretarias de Relações Exteriores (SRE) e de Governo (Segob) na quinta-feira, rejeitando o documento como 'enviesado' e carente de rigor. As autoridades destacaram esforços recentes ignorados e acusaram o relatório de focar em eventos anteriores a 2018.
O relatório do CED, divulgado no início desta semana, documentou 819 ações urgentes para desaparecimentos forçados no México de 2012 a fevereiro de 2026 — 38% do total global —, com 40 novos pedidos (mais de um terço em todo o mundo) de setembro de 2025 a fevereiro de 2026. A resposta do México enfatizou que o documento se concentra em casos ocorridos entre 2009 e 2017, sob as administrações anteriores de Felipe Calderón e Enrique Peña Nieto.
'O relatório omite a consideração dos esforços institucionais apresentados em 27 de março, e lamentamos que tenha rejeitado estudar as informações atualizadas fornecidas pelo Estado mexicano', afirmaram a SRE e a Segob. Eles descreveram o relatório como 'parcial e enviesado', citando um conflito de interesses entre alguns membros do CED devido a vínculos com ONGs que apresentam queixas contra o México.
Embora observando que o CED não encontrou evidências de uma política federal para ataques generalizados a civis, o México reafirmou que 'não tolera, permite ou ordena desaparecimentos forçados'. O governo destacou reformas legislativas e institucionais coordenadas com as famílias das vítimas e expressou abertura para cooperação técnica, rejeitando premissas desalinhadas com as realidades atuais.