Fortalecendo sua posição de liderança nas importações dos EUA até fevereiro, o México registrou um recorde de US$ 70,7 bilhões em exportações totais em março de 2026, um aumento de 27,7% em relação ao ano anterior, com um superávit comercial de US$ 5,9 bilhões. Manufaturados não automotivos impulsionaram o salto em meio a mudanças nas cadeias de suprimentos dos EUA, enquanto os números dessazonalizados cresceram 8,5% em comparação com fevereiro.
As exportações automotivas cresceram modestamente 2% no geral, mas caíram 3,4% para os EUA. Manufaturados não automotivos saltaram 43,7%, liderados pela minerometalurgia (+61,8%), equipamentos elétricos/eletrônicos (+17,8%) e alimentos/bebidas/tabaco (+14,4%).
As exportações não petrolíferas para os EUA (excluindo automóveis) subiram 43,9%, mesmo com a queda de 20,4% nos valores do petróleo, cujos volumes caíram pela metade, para 495.000 barris por dia. O México continuou ganhando participação em TIC (para 20,6%), aeroespacial (para 7,2%) e manufatura flexível (para 6,4%), auxiliado por vantagens logísticas, tarifas e isenções do T-MEC sobre sobretaxas dos EUA.
O Banxico prevê benefícios do nearshoring de 2026 a 2030, embora persistam desafios como atrasos alfandegários, segurança logística e escassez de energia.