Indústria automotiva mexicana sofre impacto de tarifas dos EUA

A indústria automotiva do México registrou queda na produção e nas exportações em fevereiro de 2026, atribuída às tarifas impostas pelos EUA. Segundo dados do INEGI, as exportações de veículos leves caíram 4,4%, enquanto a produção diminuiu 1,8%. Essa retração destaca a sensibilidade do setor ao mercado dos EUA, que absorve 75,7% das exportações.

Dados do Instituto Nacional de Estatística e Geografia (INEGI) revelam que, em fevereiro de 2026, o México exportou 247.945 veículos leves, uma redução de 4,4% em relação ao mesmo mês do ano anterior. A produção total ficou em 311.457 unidades, representando uma queda de 1,8%. No período bimestral de janeiro-fevereiro, as exportações registraram um leve aumento de 1,4%, mas com desaceleração: janeiro cresceu 2,3%, enquanto fevereiro registrou a queda. Em janeiro, as exportações automotivas totais caíram 9,0% em termos anuais, com uma queda de 16,7% para os Estados Unidos, em contraste com um aumento de 35,9% para outros mercados. Isso confirma que o problema está no mercado dos EUA, principal destino do setor. Durante o primeiro bimestre de 2026, 75,7% das exportações de veículos leves foram para os Estados Unidos. O impacto se estende às autopeças, que acumularam uma queda de 2,2% ao longo de 2025. Os Estados Unidos mantêm tarifas de 25% sobre automóveis importados desde abril de 2025 e sobre certas autopeças desde maio daquele ano, embora concedam compensações temporárias para montadoras em seu território. O México se beneficia da integração pelo T-MEC, mas não é imune. Em 2025, a indústria de autopeças reportou valor de produção de 119,02 bilhões de dólares, uma contração de 2,21% em relação aos 121,689 bilhões em 2024, equivalente a uma perda de 2,687 bilhões de dólares. As exportações de autopeças atingiram 103,508 bilhões de dólares, 6% menos que em 2024, com perda de 2,571 bilhões de dólares. 87% dessas exportações foram para os Estados Unidos, onde o México manteve uma participação de 43,74% nas importações americanas de autopeças. Julio Galván Cruz, gerente de Estudos Econômicos da Indústria Nacional de Autopeças (INA), afirmou: “2025 foi cheio de desafios, cheio de dúvidas e incertezas, mas as informações que temos são boas considerando como o setor de autopeças se recuperou ao longo do ano.” Apesar de quedas iniciais de 8,9% de janeiro a maio de 2025, houve recuperação a partir de junho, com dezembro crescendo 6,52%. A indústria automotiva do México mantém vantagens como escala e proximidade geográfica, mas seu modelo depende de cadeias de suprimentos sincronizadas com os Estados Unidos. As tarifas afetam não só os veículos acabados, mas decisões de estoque, localização de peças e custos em toda a cadeia.

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