Marcelo Ebrard, secretário da Economia, afirmou que o México melhorará sua posição relativa em relação aos Estados Unidos devido à tarifa global de 10% anunciada por Donald Trump. O oficial observou que as tarifas efetivas médias sobre exportações mexicanas cairão de 4,1% para cerca de 2%. Enquanto isso, a inflação mexicana subiu para 3,92% na primeira quinzena de fevereiro, impulsionada por novos impostos e tarifas sobre importações asiáticas.
Marcelo Ebrard, secretário da Economia do México, explicou em entrevista de rádio com Ciro Gómez Leyva que a proposta de tarifa global de 10% do presidente Donald Trump beneficia o país. Segundo Ebrard, cerca de 85% das exportações mexicanas para os Estados Unidos são isentas de tarifas sob o Acordo Estados Unidos-México-Canadá (T-MEC). Anteriormente, a tarifa efetiva média era de 4,1%, mas sob o novo esquema, cairá para cerca de 2% ou menos. “Isso significa que a posição relativa do México melhorou”, afirmou Ebrard. O impacto afetará principalmente exportações que não cumprem as regras de origem do T-MEC, como alguns veículos e autopeças que antes enfrentavam taxas de 25% ou 27%. No setor automotivo, o efeito variará conforme os níveis de integração regional. nn“Hoje posso dizer que estamos em uma posição melhor do que na sexta-feira”, acrescentou Ebrard, referindo-se à incerteza inicial. O oficial relacionou esse cenário a ações mexicanas contra a insegurança, como a captura de 'El Mencho', o que poderia fortalecer os laços bilaterais e a revisão do T-MEC. nnEnquanto isso, dados do Instituto Nacional de Estatística e Geografia (INEGI) mostraram a inflação anual acelerando para 3,92% na primeira quinzena de fevereiro, superando os 3,82% do fim de janeiro e a mediana das estimativas de 3,89%. Esse número é atribuído a novos impostos e tarifas sobre importações asiáticas vigentes desde 1º de janeiro. A inflação subjacente, excluindo preços voláteis de alimentos e combustíveis, caiu ligeiramente para 4,52%, ante 4,56%. nnProdutos como tomates verdes (alta de 17,84%), limões (17,03%) e batatas (13,16%) impulsionaram o aumento. O Banco do México (Banxico) considera as repercussões inflacionárias dessas tarifas como “temporárias e limitadas”, embora tenha postergado a previsão de convergência à meta de 3% para o segundo trimestre de 2027. O vice-governador Jonathan Heath discordou, argumentando que os riscos inflacionários seguem enviesados para cima e que um corte de juros seria prematuro. nnO peso mexicano apreciou 0,52%, para 17,1753 por dólar, figurando como a terceira moeda emergente mais forte.