Físicos modelam bandos de pássaros usando parceiros imaginários para explicar interações não recíprocas

Pesquisadores desenvolveram uma nova estrutura teórica que permite simulações precisas de sistemas como bandos de pássaros, que parecem violar a terceira lei de movimento de Newton. A abordagem introduz parceiros fictícios para transformar interações não recíprocas em recíprocas, que os métodos existentes conseguem processar.

Pássaros em bandos alinham-se apenas com os vizinhos à frente ou ao lado, criando interações que parecem quebrar o princípio de ação e reação, central na física clássica há mais de 300 anos. Padrões semelhantes aparecem em enxames de bactérias e grupos de células, onde os modelos tradicionais falham.

Uma equipe liderada por Marín Bukov na Technische Universität Dresden, trabalhando com Roderich Moessner e Ricard Alert, introduziu variáveis matemáticas auxiliares representando parceiros imaginários. Para cada pássaro, eles colocam uma contraparte fictícia na direção oposta para restaurar o equilíbrio nas equações.

"O truque por trás da nova teoria é que ela constrói um parceiro para cada componente do sistema -- um parceiro fictício que não existe na natureza", explicou Alert. O método permite simulações precisas usando ferramentas estabelecidas da física de muitos corpos.

As descobertas, publicadas na Nature Physics, abrem possibilidades para o estudo do comportamento coletivo tanto em sistemas biológicos quanto quânticos. Moessner destacou o potencial para a descoberta de novas formas de matéria quântica que surgem a partir dessas dinâmicas não recíprocas.

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