Novos modelos de supercomputadores indicam que campos magnéticos permitem que duas protoestrelas formem um sistema binário próximo ao remover o momento angular do gás circundante.
Pesquisadores executaram simulações avançadas nos supercomputadores japoneses ATERUI III e ATERUI II para estudar como estrelas binárias se formam no início de seu desenvolvimento. Os modelos mostraram que campos magnéticos atravessam o gás ao redor de protoestrelas recém-nascidas e agem para reduzir seu movimento orbital, puxando o par para dentro. Uma simulação de controle sem campos magnéticos produziu o resultado oposto, com as protoestrelas se afastando. As descobertas aparecem em um artigo publicado no Monthly Notices of the Royal Astronomical Society por Tomoaki Matsumoto, Kenta Hotokezaka e Kohei Inayoshi. O mesmo processo pode operar em escalas maiores. A equipe observou que campos magnéticos poderiam, de forma semelhante, ajudar pares de buracos negros massivos em galáxias jovens a perder momento angular e, eventualmente, se fundir. Mais trabalhos são necessários para testar esses efeitos ao longo das longas escalas de tempo envolvidas nas fusões de buracos negros. O estudo foi apoiado pelos Institutos Nacionais de Ciências Naturais.