Um estudo teórico propõe que estrelas massivas em colapso podem formar gravastars em vez de buracos negros, criando universos em miniatura dentro de si mesmas. O modelo oferece a primeira explicação dinâmica de como esses objetos exóticos poderiam surgir a partir de matéria estelar comum.
Os físicos teóricos Daniel Jampolski e o professor Luciano Rezzolla, da Universidade Goethe de Frankfurt, desenvolveram uma nova solução para as equações da relatividade geral de Albert Einstein. O trabalho indica que o colapso de uma estrela massiva poderia desencadear o nascimento de um universo minúsculo movido por energia escura, que se expande e interrompe o processo antes que uma singularidade se forme. Os pesquisadores descrevem gravastars como objetos ultracompactos preenchidos com energia escura, que produz pressão externa para contrabalançar a gravidade. Isso evita as questões conceituais de singularidades e horizontes de eventos associados aos buracos negros, ao mesmo tempo que condiz com sua densidade e massa observadas. Jampolski observa que o Big Bang do universo emergente pode ocorrer assim que a estrela tiver colapsado quase até o ponto de se tornar um buraco negro. Rezzolla enfatiza que explorar tais alternativas não implica ceticismo em relação aos buracos negros, que continuam sendo a explicação mais simples, mas mantém uma abordagem imparcial diante do desconhecido. O estudo foi publicado na revista Physical Review D e aborda uma questão debatida há cerca de 25 anos sobre a formação de gravastars a partir de matéria comum.