Representantes das famílias das vítimas do naufrágio do ARA San Juan solicitaram na terça-feira a pena máxima de cinco anos de prisão para quatro ex-altos oficiais da Marinha Argentina.
Durante o primeiro dia das alegações finais perante o Tribunal Oral Federal de Santa Cruz, em Río Gallegos, as advogadas Lorena Arias e Valeria Carreras argumentaram que o naufrágio do submarino, ocorrido em 15 de novembro de 2017, não foi um evento imprevisível. Elas afirmaram que o desastre foi resultado de uma cadeia de decisões, omissões e avisos ignorados dentro da estrutura de comando naval.
As advogadas solicitaram cinco anos de prisão em regime fechado e a inabilitação para cargos públicos para os acusados Luis Enrique López Mazzeo, Claudio Villamide, Héctor Alonso e Hugo Correa. Elas destacaram que o ARA San Juan havia acumulado problemas técnicos e que a missão prosseguiu apesar dos sinais de alerta existentes.
“O mar não os afundou”, declararam as representantes das famílias das vítimas. Elas enfatizaram que os 44 tripulantes perderam suas vidas devido a falhas e negligências que poderiam ter sido evitadas.
O julgamento continuará com os depoimentos de outros querelantes e das defesas. A sentença é esperada para as próximas semanas.