Polícia revista casa de delator da AFA enquanto Carrió critica operação mafiosa

A polícia provincial de Buenos Aires revistou a casa de Matías Yofe, figura-chave nas denúncias da AFA, em Pilar. Elisa Carrió apareceu no local, classificando o procedimento como uma 'operação mafiosa' em meio a acusações de perseguição política e detenção de um bebê de quatro meses. A revista, oriunda de uma contradenúncia de extorsão, visa dispositivos com dados sensíveis sobre casos de corrupção.

Na sexta-feira, 2 de janeiro de 2026, uma operação policial invadiu a residência de Matías Yofe em Pilar, Buenos Aires, gerando forte reação política. Yofe, principal líder da Coalición Cívica na região e figura central nas denúncias contra a mansão do tesoureiro da AFA Pablo Toviggino e a suposta lavagem de dinheiro do ex-ministro dos Transportes Jorge D'Onofrio, estava ausente em Mar del Plata. Relatos descrevem os policiais entrando de forma violenta, ameaçando a esposa de Yofe e detendo seu bebê de quatro meses sem exibir mandado de busca.

Elisa Carrió, líder da Coalición Cívica e advogada de defesa de Yofe, dirigiu-se ao local e condenou um 'ato inédito de violência institucional e de gênero'. 'É uma operação mafiosa', declarou Carrió da porta de entrada, exigindo intervenção das autoridades. Ela acusou o promotor Germán Camafreitas, que ordenou a revista com base em uma contradenúncia de extorsão feita pelo motorista de D'Onofrio, de agir com rapidez para intimidar sua equipe e apreender dispositivos com dados sobre investigações de corrupção na AFA e na política de Buenos Aires.

Yofe vive sob custódia da Prefectura devido a ameaças de morte e incidentes como encontrar seu cachorro eviscerado à porta. Em entrevista ao Clarín, Carrió ironizou a 'divertida' pressa do promotor em lidar com uma denúncia menor, enquanto suspeitos de lavagem de dinheiro permanecem em liberdade. Ela planeja apresentar queixas por violações de tratados internacionais de direitos humanos e direitos da criança, junto à advogada Albana Zoppolo. 'Nesta trama, eles buscam não a justiça, mas a impunidade e o silêncio', afirmou, relacionando a revista a interesses corruptos provinciais.

O contexto é a denúncia de Yofe contra D'Onofrio, processada em novembro de 2025 por lavagem de 350 milhões de pesos provenientes de multas de trânsito e vistorias veiculares. Fontes judiciais afirmam que a revista visa dados relacionados a ameaças, mas a defesa teme uma varredura completa de evidências sensíveis.

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