Em seu 97º aniversário, o líder do PRI Alejandro Moreno Cárdenas convocou PAN e Movimiento Ciudadano a formar uma aliança oposicionista para enfrentar Morena nas eleições de 2027. O apelo visa unir forças para defender instituições democráticas e equilibrar o poder político. Enquanto isso, o debate sobre a reforma eleitoral da presidente Claudia Sheinbaum gera divisões entre partidos aliados e de oposição.
O Partido Revolucionário Institucional (PRI) celebrou seu 97º aniversário em 5 de março de 2026 com uma mensagem nas redes sociais apelando por uma coalizão com o Partido da Ação Nacional (PAN) e Movimiento Ciudadano (MC). O líder nacional do PRI, Alejandro Moreno Cárdenas, enfatizou a necessidade de deixar de lado diferenças para formar um bloco oposicionista mais amplo do que nas eleições de 2024. 'A união das forças políticas é indispensável para defender as instituições democráticas e oferecer uma alternativa de governo', afirmou Moreno. O PRI divulgou '10 razões para construir uma aliança para salvar o México', incluindo alegações de que negar alianças beneficia os que estão no poder, a oposição não pode se dar ao luxo de competir entre si enquanto o país perde oportunidades, e as alianças defendem a democracia. Moreno também convocou o Partido do Trabalho (PT) e o Partido Verde Ecologista de México (PVEM) a se unirem contra a reforma eleitoral de Sheinbaum, chamando-a de 'iniciativa louca'. Em contraste, o PT ratificou sua aliança com Morena e PVEM para as eleições de 2027 e 2030. Seu coordenador em San Lázaro, Reginaldo Sandoval, observou: 'Em todas as eleições em que PT, Verde e Morena foram juntos, vencemos, e onde fomos sozinhos, perdemos todas.' Sandoval rejeitou a reforma eleitoral, afirmando que ela representa um retrocesso e que todos os 49 deputados do PT votarão contra ela. A presidente Sheinbaum minimizou as rejeições do PT e PVEM, descrevendo-as como 'pontos de vista diferentes' em vez de traição à Quarta Transformação. Ela disse que esperará pelo debate e pela votação antes de definir coalizões para 2027 e está preparando um 'plano B' caso a reforma fracasse. A iniciativa altera 11 artigos constitucionais, incluindo um corte de 25% no financiamento partidário e uma redução de 27% no tempo de mídia oficial. O PAN, liderado por Jorge Romero, anunciou que não dará 'nem um único voto' à reforma, priorizando questões como a infiltração do crime organizado nas eleições. O Movimiento Ciudadano apresentou sua própria proposta, incluindo voto obrigatório a partir dos 16 anos e a eliminação dos órgãos eleitorais locais (OPLEs). O Morena tem 253 deputados e precisa de 334 para aprová-la.