Um grupo suprapartidário de legisladores apresentou um projeto de lei na sexta-feira para elevar a exigência para acusações constitucionais. O Partido Republicano do Chile apoiou a medida, mas também propôs restaurar o quórum de emenda constitucional anterior a 2022.
Na sexta-feira, 19 de junho de 2026, senadores e deputados da UDI, RN, Evópoli, PS e FA revelaram a reforma. O projeto eleva o número de assinaturas necessárias de 10 para 20 e torna obrigatória uma interpelação prévia quando o acusado for um ministro de Estado.
O presidente do Partido Republicano, senador Arturo Squella, anunciou apoio às mudanças propostas. Ele acrescentou que “poderíamos concordar em restaurar o quórum constitucional que foi temporariamente reduzido há alguns anos” e pediu a inclusão dessa medida na mesma reforma.
Vozes dissidentes surgiram dentro do partido. O deputado Agustín Romero disse que a iniciativa visa “tornar as ACs mais difíceis”, enquanto a deputada Javiera Rodríguez criticou a “falta de vergonha da oposição”. O Partido Libertário Nacional também questionou o momento da proposta.
O senador Luciano Cruz Coke, do Evópoli, defendeu o projeto, observando que as acusações constitucionais se tornaram “um instrumento de disputa política contingente”. O deputado da RN Diego Schalper afirmou que a maioria dos chilenos vê essas ações como “uma perda de tempo”.