O Senado adiou a discussão do plano B da reforma eleitoral de 23 de março para 24 de março devido a revisões técnicas e debates internos do PT sobre a data de revogação de mandato. O PT se opõe à realização da consulta no terceiro ano de governo, por coincidir com as eleições de 2027. A oposição elogiou o PT por criticar o projeto.
A discussão do chamado plano B da reforma eleitoral, que propõe mudanças constitucionais para reduzir privilégios e fortalecer a revogação de mandato, foi adiada no Senado. O debate estava agendado para 23 de março nas comissões conjuntas de Pontos Constitucionais e de Estudos Legislativos, mas foi remarcado para 24 de março devido a ajustes na redação e à falta de distribuição do parecer, segundo circular das secretarias técnicas. O regulamento exige pelo menos 24 horas após a entrega para o início do debate. Alberto Anaya, presidente do PT e coordenador no Senado, confirmou os debates sobre a data da consulta de revogação, proposta para junho do terceiro ou quarto ano de governo. “O partido é claro de que o debate central é a questão da data, e esses são assuntos sob revisão”, disse Anaya após se reunir com Ignacio Mier Velazco, coordenador do Morena. O PT rejeita o terceiro ano devido à sobreposição com as eleições de 2027 para a renovação de governos estaduais. Óscar Cantón Zetina e Enrique Insunza Casarez, presidentes das comissões, afirmaram que a iniciativa permanece, mas que estão ouvindo o PT, governadores, municípios e o INE. “A iniciativa está preservada como está por enquanto. Estamos revisando tudo”, declarou Cantón Zetina. Insunza observou que a presidente Claudia Sheinbaum tem o direito de se manifestar no processo. A oposição, incluindo Ricardo Anaya Cortés (PAN), Clemente Castañeda (MC) e Manuel Añorve (PRI), elogiou o PT por questionar o plano, alegando que o Morena pretende enfraquecer seus aliados. Mier espera que o parecer esteja pronto em breve para discussão no Plenário antes da terça-feira da Semana Santa.