O ex-atleta olímpico canadiano Ryan James Wedding, procurado pelo FBI por tráfico de drogas e homicídio, entregou-se voluntariamente a 22 de janeiro na Embaixada dos EUA no México. Será extraditado para os Estados Unidos para comparecer em tribunal em Los Angeles a 26 de janeiro. Autoridades dos dois países destacam a cooperação bilateral na operação.
Ryan James Wedding, de 44 anos, ex-snowboarder que representou o Canadá nos Jogos Olímpicos de Inverno de 2002 em Salt Lake City, entregou-se na noite de 22 de janeiro na Embaixada dos EUA no México. Segundo o secretário de Segurança e Proteção Cidadã, Omar García Harfuch, Wedding era um dos dois alvos prioritários entregues ao diretor do FBI, Kash Patel, que visitou o México nesse dia para se reunir com ele. O embaixador Ronald Johnson confirmou que a entrega voluntária resultou da pressão conjunta das autoridades mexicanas e norte-americanas, envolvendo SSPC, FGR, o Departamento de Justiça e o FBI. Wedding enfrenta acusações desde 2024 por tráfico de cocaína, branqueamento de capitais, homicídio e agressões a testemunhas. Acusado de liderar uma rede transnacional que movimentava toneladas de cocaína da Colômbia, via México, para os Estados Unidos e Canadá, com ligações ao Cartel de Sinaloa e Los Chapitos. O FBI comparou-o a Pablo Escobar e 'El Chapo' Guzmán; Patel afirmou: «Não se enganem, Ryan Wedding é a versão moderna de Pablo Escobar. É a versão moderna de ‘El Chapo’ Guzmán». A procuradora-geral Pam Bondi saudou a detenção como resultado de uma operação do FBI, embora Harfuch tenha enfatizado a entrega voluntária, criando versões contrastantes. Antes da captura, Wedding escondeu-se no México há mais de uma década após fugir do Canadá em 2011, onde coordenava envios para o Sinaloa. Em 2010, foi condenado a 48 meses por tentativa de transporte de 24 quilos de cocaína. Em novembro de 2025, a recompensa pela sua captura subiu para 15 milhões de dólares. Em dezembro, houve apreensões na Cidade do México e no Estado do México: 62 motos no valor de 40 milhões de dólares, medalhas olímpicas, drogas e veículos. Associados como Rolan Sokolovski e Carmen Yelinet Valoyes Flores foram sancionados por branqueamento e ligações criminosas. A operação, baptizada Giant Slalom, neutralizou dez colaboradores em novembro de 2025. Esta prisão, a sexta dos 'Top 10' do FBI num ano, sublinha a cooperação México-EUA contra o tráfico de drogas.