Dados da Conab e Dieese indicam que a cesta básica em São Paulo custou R$ 852,87 em fevereiro, o valor mais alto entre as capitais brasileiras, representando 56,88% do salário mínimo. Isso exige 115 horas e 45 minutos de trabalho para ser adquirida, o maior tempo registrado. Apesar de uma queda de 0,18% em relação a janeiro, o custo permanece elevado.
Em fevereiro, a cesta básica em São Paulo alcançou R$ 852,87, segundo levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) em parceria com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Esse valor corresponde a 56,88% do salário mínimo de R$ 1.621 e é o mais elevado entre as capitais do país. Logo atrás estão Rio de Janeiro (R$ 826,98, 55,15%), Florianópolis (R$ 797,53, 53,19%), Cuiabá (R$ 793,77, 52,94%) e Porto Alegre (R$ 786,84, 52,48%). Para comprar a cesta em São Paulo, um trabalhador precisa de 115 horas e 45 minutos de labor, o maior tempo entre as capitais analisadas. Houve uma redução de 0,18% ante janeiro, impulsionada por quedas nos preços de tomate, açúcar, café, arroz e óleo de soja. No entanto, itens como feijão carioca, carne bovina, pão francês, manteiga e leite integral subiram de preço. No acumulado de 12 meses, café e feijão tiveram altas expressivas, enquanto arroz, batata e leite caíram, sem aliviar significativamente o custo total. O Dieese estima que o salário mínimo necessário para sustentar uma família de quatro pessoas seria R$ 7.164,94, ou cerca de 4,4 vezes o atual.