Pesquisadores da Universidade de Helsinque descobriram que as mitocôndrias nas células vegetais podem retirar oxigênio dos cloroplastos, revelando uma nova interação que afeta a fotossíntese e as respostas ao estresse. Esta descoberta, publicada na Plant Physiology, explica como as plantas gerenciam os níveis internos de oxigênio. O estudo utilizou plantas de Arabidopsis thaliana geneticamente modificadas para observar esses processos.
Uma equipe liderada pelo Dr. Alexey Shapiguzov no Centre of Excellence in Tree Biology da Universidade de Helsinque identificou um mecanismo anteriormente desconhecido nas células vegetais. As mitocôndrias, que produzem energia através da respiração, podem reduzir ativamente os níveis de oxigênio ao redor dos cloroplastos, os locais da fotossíntese. Esta troca de oxigênio altera a forma como as plantas lidam com espécies reativas de oxigênio e se adaptam a estresses ambientais. Os experimentos em condições de baixo oxigênio, criados expondo as plantas a gás nitrogênio, confirmaram ainda mais a interação. A transferência de elétrons para o oxigênio diminuiu acentuadamente, indicando disponibilidade insuficiente de oxigênio para a ação do químico. O Dr. Shapiguzov afirmou: «Pelo que sabemos, esta é a primeira evidência de que as mitocôndrias influenciam os cloroplastos através da troca de oxigênio intracelular.» O oxigênio desempenha um papel chave no metabolismo vegetal, crescimento, respostas imunes e adaptação ao estresse, incluindo cicatrização de feridas. Embora a fotossíntese libere oxigênio e a respiração o consuma, a influência direta entre esses organelos não era anteriormente compreendida. Esta descoberta pode melhorar as previsões das respostas das plantas a mudanças como ciclos dia-noite ou inundações. A descoberta pode melhorar ferramentas para medir a fisiologia vegetal, auxiliando na detecção precoce de estresse em culturas e apoiando esforços de melhoramento. O estudo foi publicado na Plant Physiology em 2026.