Elon Musk anunciou em 2 de fevereiro de 2026 que sua empresa SpaceX adquiriu sua startup de IA xAI, visando construir centros de dados orbitais para atender à demanda crescente de eletricidade para inteligência artificial. A fusão integra IA, foguetes e tecnologia de satélites para criar um motor de inovação verticalmente integrado. Musk imagina isso permitindo avanços como bases na Lua e colonização de Marte.
A SpaceX de Elon Musk anunciou a aquisição da xAI na segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026, em uma jogada para lidar com as crescentes necessidades de energia da IA por meio de infraestrutura baseada no espaço. Em um post de blog e e-mail aos funcionários, Musk explicou que «a demanda global de eletricidade para IA simplesmente não pode ser atendida com soluções terrestres», posicionando o espaço como «a única solução lógica».A fusão forma o que Musk descreveu como «o motor de inovação mais ambicioso e verticalmente integrado na (e fora da) Terra, com IA, foguetes, internet baseada no espaço, comunicações diretas para dispositivos móveis e a principal plataforma mundial de informação em tempo real e liberdade de expressão». A xAI, fundada em 2023, é conhecida pelo seu chatbot Grok e possui a plataforma de mídia social X, com a qual se fundiu no ano passado — o que significa que a SpaceX agora controla a X, adquirida por Musk em 2022. Recentemente, a Tesla investiu US$ 2 bilhões na xAI.Central ao plano é implantar até 1 milhão de satélites como centros de dados orbitais. A SpaceX protocolou na FCC na sexta-feira permissão para lançá-los em órbitas entre 500 e 2.000 km de altitude. Musk projeta que lançar 1 milhão de toneladas de satélites anualmente, cada uma gerando 100 kW de potência de computação por tonelada, poderia adicionar 100 gigawatts de capacidade de IA por ano, sem manutenção contínua. Ele estima que em 2-3 anos o espaço oferecerá o compute de IA de menor custo.Especialistas destacam riscos em órbitas lotadas. Brian Weeden, da The Aerospace Corporation, observou avanços em segurança orbital, enquanto Victoria Samson, da Secure World Foundation, disse: «Tudo isso está acontecendo muito rápido». Marlon Sorge apontou desafios de detritos em altitudes mais altas, onde objetos persistem por séculos. A SpaceX planeja redundância de manobrabilidade para desorbitação e considera mover satélites envelhecidos para órbitas mais altas para mitigar impactos no ozônio da reentrada.Musk liga isso a objetivos mais amplos: «As capacidades que desbloqueamos tornando centros de dados baseados no espaço uma realidade financiarão e permitirão bases autocrescimento na Lua, uma civilização inteira em Marte e, no final, expansão para o Universo». A SpaceX, com seu foguete Falcon 9 e mais de 9.600 satélites, está preparada para um possível IPO de US$ 1 trilhão mais tarde este ano e discutiu uma fusão com a Tesla.A aquisição se baseia nas ambições marcianas da SpaceX desde sua fundação em 2002, usando receitas de IA para avançar a exploração espacial em meio a controvérsias sobre a geração de conteúdo do Grok.