Centros de dados espaciais enfrentam desafios de engenharia significativos

Líderes de tecnologia como Elon Musk e Jeff Bezos propõem lançar centros de dados em órbita para suprir as enormes necessidades computacionais da IA, mas especialistas destacam obstáculos formidáveis. De painéis solares vastos e problemas de resfriamento a riscos de radiação, construir tais instalações no espaço ainda está distante. Projetos como os protótipos do Google para 2027 mostram interesse inicial, mas a viabilidade em escala de produção é remota.

O aumento na demanda por IA generativa, como o ChatGPT, intensificou a necessidade de centros de dados enormes que exigem gigawatts de energia — comparável ao consumo de milhões de residências. Na Terra, essas instalações dependem cada vez mais de fontes de energia insustentáveis como gás natural, pois as renováveis lutam para fornecer a escala e confiabilidade necessárias.

Para lidar com isso, figuras como Elon Musk e Jeff Bezos sugeriram a ideia de centros de dados orbitais em órbita terrestre baixa, aproveitando luz solar constante via painéis solares para energia ininterrupta. Bezos, por meio de sua empresa Blue Origin, prevê que instalações em escala de gigawatts possam surgir em 10 a 20 anos.

O Google está avançando com esforços mais concretos com o Project Suncatcher, planejando lançar dois satélites protótipos equipados com seus chips TPU de IA em 2027. Enquanto isso, a Starcloud, apoiada pela Nvidia, deu passos este ano ao implantar uma única unidade de processamento gráfico H100 no espaço, embora isso seja insignificante em comparação com o milhão de tais chips supostamente usados pela OpenAI.

Especialistas permanecem céticos quanto à viabilidade no curto prazo. Benjamin Lee, da Universidade da Pensilvânia, afirma: «Do ponto de vista da pesquisa acadêmica, [centros de dados espaciais] estão longe do nível de produção». Obstáculos principais incluem a enorme pegada física: as demandas de energia da IA necessitam de quilômetros quadrados de painéis solares, enquanto o resfriamento no vácuo do espaço depende unicamente de irradiar o calor para longe, sem métodos evaporativos da Terra. Lee observa: «Quilômetros quadrados de área serão usados independentemente para a energia, mas também para o resfriamento». A Starcloud envisage um centro de 5000 megawatts abrangendo 16 quilômetros quadrados — 400 vezes a área dos arrays solares da Estação Espacial Internacional.

Desafios adicionais abrangem radiação de alta energia que pode induzir erros computacionais, exigindo reinicializações e correções de erros, impondo assim um «desconto de desempenho» em comparação com sistemas baseados na Terra. Coordenar milhares de satélites demandaria comunicações a laser precisas, complicadas pela interferência atmosférica nos links com a Terra.

Krishna Muralidharan, da Universidade do Arizona, vê esses como superáveis: «Não é um problema, é um desafio», citando inovações potenciais como dispositivos termoelétricos para reciclar calor em eletricidade. Ele acrescenta: «É uma questão de quando, e não se».

Olhando para o futuro, mesmo se a fome computacional da IA estabilizar — como indicam sinais iniciais com requisitos de treinamento possivelmente atingindo o pico —, centros de dados espaciais ainda poderiam auxiliar a exploração lunar ou observação da Terra, segundo Muralidharan.

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