A Suprema Corte de Justiça da Nação (SCJN) anunciou que seus ministros não usarão os nove veículos blindados de luxo recentemente adquiridos, optando por realocá-los ou devolvê-los em nome da austeridade. O presidente ministro Hugo Aguilar explicou que a compra se devia a deficiências na frota de veículos herdada, mas, após críticas, priorizou-se a economia pública. A presidente Claudia Sheinbaum aplaudiu a decisão por economizar um bilhão de pesos.
Em uma coletiva de imprensa em 26 de janeiro de 2026, Hugo Aguilar Ortiz, presidente ministro da SCJN, justificou a compra de nove veículos Jeep Cherokee blindados, cada um avaliado em cerca de 1,7 milhão de pesos, citando necessidades de segurança estabelecidas desde 2010. A Corte recebeu 39 veículos da administração anterior: 30 Suburbans e nove Jeeps dos modelos 2019 a 2021, mas quatro foram retidos por ex-ministros como parte de seus benefícios de aposentadoria, conforme acordo plenário anterior. “Quatro veículos foram adquiridos pela integração anterior (…) E eles na integração anterior tomaram o acordo no Plenário de que, como parte de seus benefícios de aposentadoria, poderiam levar os veículos atribuídos a eles”, explicou Aguilar, esclarecendo que não se tratou de roubo: “Há um acordo plenário (…) Comprados, eles não os roubaram, devemos esclarecer. É regulamentado”.Os veículos herdados apresentavam deterioração, com blindagem vencida segundo avaliações de segurança federais, levando à renovação para garantir a proteção dos ministros contra riscos inerentes. No entanto, em meio à controvérsia sobre gastos públicos, os ministros acordaram não usar os novos veículos nem os Suburbans por serem “ostentosos”. Em vez disso, eles serão desativados ou realocados para outros juízes que os necessitem, e 21 Suburbans serão colocados à venda. Aguilar enfatizou: “Austeridade não é um ato simbólico” e “Vamos funcionar com a austeridade devida em nossas atividades diárias”. Não há ameaças ativas contra os nove ministros, segundo elementos de segurança.A presidente Claudia Sheinbaum elogiou a medida em sua conferência matinal: “Parece-me bom (…) eles haviam economizado recursos comprando carros em vez de alugar. É uma Corte nova e deve haver uma visão diferente para o povo”, destacando economias de quase um bilhão de pesos ao optar pela compra em vez de arrendamento. Dentro do Morena, houve divisões: Ricardo Monreal criticou a aquisição por não se alinhar à austeridade da Quarta Transformação, enquanto Gerardo Fernández Noroña a defendeu anteriormente como “uma ferramenta de trabalho, não um luxo. Eles não podem ir a pé, no metrô, pedir carona”. Essa decisão reflete um equilíbrio entre segurança e responsabilidade fiscal no Poder Judiciário.