O deputado mexicano Ricardo Monreal expressou preocupações com a compra de veículos de luxo para os ministros da Suprema Corte, argumentando que isso contradiz os princípios de austeridade da Quarta Transformação. A SCJN justificou a aquisição por razões de segurança, mas o legislador do Morena enfatizou a necessidade de consistência entre os funcionários públicos.
A Suprema Corte de Justiça da Nação (SCJN) anunciou na quinta-feira a renovação de sua frota de veículos com a compra de nove SUVs Jeep Cherokee, um para cada ministro. Essa decisão veio apenas cinco meses após os ministros assumirem seus cargos, com o objetivo de garantir a segurança e a proteção das pessoas em altos cargos institucionais. De acordo com o comunicado do Tribunal, as unidades anteriores não atendiam mais aos padrões necessários. Cada veículo custa entre 1,069 milhão e 1,777 milhão de pesos, excluindo possíveis adaptações como blindagem. nnEm resposta, o coordenador do Morena na Câmara dos Deputados, Ricardo Monreal, criticou a compra em uma entrevista. “Nossa filosofia como movimento contradiz esse tipo de atos”, afirmou, reconhecendo que o público tem razão em questionar tais gastos. Monreal enfatizou que os servidores públicos devem exemplificar austeridade e consistência, admitindo que excessos às vezes violam a doutrina política do Morena. No entanto, ele observou que 99 por cento dos membros e apoiadores do partido aderem a ela, enquanto uma pequena porcentagem a distorce. nnO deputado foi cauteloso quanto a interferir em outro poder do governo. “É assunto deles. Não quero me intrometer em outro poder, porque não quero que se intrometam no meu”, disse. Essa controvérsia destaca tensões entre os ideais de austeridade promovidos pelo governo da Quarta Transformação e práticas vistas pelo público como contraditórias.