Tesla aprova pacote de remuneração de US$ 1 trilhão de Elon Musk

Acionistas da Tesla aprovaram em 6 de novembro de 2025 um pacote de compensação de US$ 1 trilhão para o CEO Elon Musk, estruturado em torno de marcos de desempenho ambiciosos ao longo de 10 anos. O pacote poderia tornar Musk o primeiro trilionário do mundo, mas vincula seu pagamento a metas que podem beneficiá-lo mais do que os acionistas se alvos menores forem atingidos. Um relatório da Fortune destaca que os acionistas têm mais a perder se os marcos mais difíceis permanecerem não alcançados.

Em 6 de novembro de 2025, o conselho e os acionistas da Tesla aprovaram um inovador pacote de remuneração de US$ 1 trilhão para o CEO Elon Musk, posicionando-o potencialmente como o primeiro trilionário do mundo. A compensação é projetada em 12 camadas de marcos de desempenho ao longo de 10 anos, liberando opções de ações restritas à medida que os alvos são atingidos. Cada marco concede a Musk 35,312 milhões de ações, equivalentes a cerca de 1% da Tesla, além de sua participação atual de 16%, totalizando 424 milhões de ações se todos forem alcançados.

O pacote combina metas financeiras e operacionais. Financeiramente, a Tesla deve atingir capitalizações de mercado a partir de US$ 2 trilhões, escalando para US$ 8,5 trilhões em incrementos de US$ 500 bilhões, juntamente com metas de EBITDA de US$ 50 bilhões a US$ 400 bilhões. Operacionalmente, as métricas principais incluem entregas cumulativas de 20 milhões de veículos em 10 anos, implantação de 1 milhão de robotaxis, vendas de 1 milhão de robôs humanoides e adoção generalizada de software de direção autônoma. O vesting ocorre em duas fases: os primeiros cinco anos até o início de 2033, e os subsequentes até o final de 2035.

No entanto, a estrutura favorece Musk mesmo em sucesso parcial. Camadas inferiores são descritas como 'facilmente alcançáveis', garantindo um pagamento substancial independentemente de atingir as metas mais exigentes. Por exemplo, a meta de vendas de 20 milhões de veículos já está pela metade com 8 milhões vendidos, exigindo apenas 12 milhões a mais no ritmo recente da Tesla de cerca de 2 milhões anualmente. Alcançar uma capitalização de mercado de US$ 2 trilhões requer apenas uma média acima desse nível por seis meses e os últimos 30 dias, algo que Musk já influenciou anteriormente por meio de hype em torno de inovações como robotaxis e full self-driving.

Um relatório da Fortune enfatiza que os acionistas arcam com o maior risco. Musk deve embolsar cerca de US$ 900 bilhões no total, ou US$ 90 milhões anualmente, enquanto os acionistas podem ver apenas 5,9% de retornos anuais, elevando as ações de US$ 334 para US$ 585 em uma década. No pior caso —falhar o primeiro marco de US$ 2 trilhões— Musk ainda garante US$ 727 milhões, mas os retornos dos investidores mal excederiam a inflação. Para contexto, CEOs de topo como Satya Nadella, da Microsoft, ganham US$ 79 milhões anuais, bem abaixo do potencial ganho de Musk.

Críticos argumentam que o pacote dilui o valor dos acionistas e consolida o controle de Musk, mas apoiadores o veem como alinhamento de incentivos para a transição da Tesla ao domínio em IA e robótica.

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