Um dia após ataques dos EUA e de Israel ao Irã acenderem temores sobre os preços do petróleo, a morte confirmada do Líder Supremo Ali Khamenei e os ataques retaliatórios de Teerã impulsionaram os preços em até 13% — o maior salto em quatro anos — em meio a temores de interrupções no Estreito de Ormuz, que transporta 20% do petróleo bruto global. OPEC+ aumenta produção, enquanto o peso mexicano enfraquece frente ao dólar.
A operação EUA-Israel 'Furia Épica' em 28 de fevereiro visou Teerã, locais nucleares e instalações militares, conforme relatado inicialmente. A mídia estatal iraniana confirmou desde então a morte do aiatolá Ali Khamenei, juntamente com familiares e autoridades como Ali Shamkhani e Mohammad Shirazi. Teerã declarou 40 dias de luto, enquanto a Guarda Revolucionária prometeu retaliação 'dura e decisiva', lançando mísseis contra Israel e bases dos EUA no Golfo Pérsico, incluindo Catar e Bahrein. Iran fechou temporariamente partes do Estreito de Ormuz, paralisando o tráfego e levando a ataques contra três petroleiros (que o Irã nega terem sido intencionais). Este ponto de estrangulamento movimenta 15-20 milhões de barris por dia. Os preços do petróleo reagiram de forma acentuada: West Texas Intermediate (WTI) subiu 8% para US$ 72 por barril, de US$ 67 na sexta-feira, enquanto Brent atingiu US$ 79 (alta de 8% em relação a US$ 72,48, com pico de 13%). Analistas como Jorge León, da Rystad Energy, observam pânico no mercado quanto aos fluxos de suprimento; problemas prolongados poderiam elevar o Brent a US$ 108. Nações do OPEC+, incluindo Arábia Saudita e Rússia, anunciaram um aumento de produção de 206 mil barris por dia para abril. No México, o peso caiu para 17,32 por dólar (pico de 17,38), segundo Gabriela Siller Pagaza, do Banco BASE, em meio à aversão global ao risco. O presidente Trump disse que líderes iranianos 'querem negociar' e que as operações estão 'mais rápidas que o esperado'. Rússia e China condenaram os ataques; a mexicana Claudia Sheinbaum pediu paz. Vítimas incluem 85 em uma escola em Minab e 15 em Lamerd. Josh Gilbert, da eToro, alerta para volatilidade sem desescalada.