Projeto de cartas de Valparaíso usa a escrita para reconectar mulheres encarceradas

Ao longo de seis meses, mulheres do Centro Penitenciário Feminino de Valparaíso escreveram cartas para se reconectarem com entes queridos e o mundo exterior, quebrando estigmas e promovendo a reinserção social. O projeto, liderado pela Letras Públicas, culmina em eventos públicos na La Furia del Libro, com uma oficina de escrita e o lançamento de um fanzine com cartas e ilustrações. Esta iniciativa destaca a escrita epistolar como ferramenta de expressão íntima e liberdade em contextos de encarceramento.

O projeto Cartas Valparaíso, desenvolvido ao longo de seis meses no Centro Penitenciário Feminino de Valparaíso, permitiu que mulheres encarceradas escrevessem cartas para seus entes queridos e estranhos do lado de fora, fomentando novas amizades e conexões. Paulina Vergara, diretora da Letras Públicas, relatou a empolgação inicial: “¡Llegaron las cartas!” foi o grito ao receber mensagens da família. A iniciativa se baseia na escrita epistolar como meio de expressão e criação, diferenciando-se da comunicação digital rápida por sua intimidade e reflexão profunda.

Participantes como Priscilla destacaram a emoção: “Acho que essa coisa antiga de lápis e papel é mais empolgante, leva tempo... é assim que devíamos nos conhecer.” Catalina expressou seu anseio: “Eu realmente ansiava por uma resposta, pois não tenho muitas pessoas para escrever, e parece muito mais interessante corresponder com alguém que não conheço.” Essas cartas atravessam as grades, promovendo introspecção e liberdade simbólica, enquanto desmantelam estigmas ao revelar histórias pessoais de mães, irmãs e amigas.

Além do simbolismo, o projeto visa a reinserção: arte e cultura abrem portas para a reflexão e melhoram habilidades linguísticas para futuras oportunidades de emprego. Vergara enfatizou: “Arte e cultura abrem portas, convidam à reflexão... elas também têm o direito de pertencer ao Chile de outra maneira”.

A culminação ocorre em 18 de dezembro na La Furia del Libro: uma oficina “Se escriben cartas” das 17:00 às 18:00 na sala C2, liderada por ex-presas como Joaquín Fuentes e Gricelda Lavín, e uma conversa das 18:00 às 19:00 na sala C1 com o lançamento do fanzine “Proyecto Cartas: historia de un taller”, contendo cartas, ilustrações e uma crônica. Doações de produtos de higiene são incentivadas para apoiar a dignidade das mulheres. Vergara concluiu: “Espero que avancemos na inclusão dessas histórias porque estamos muito em dívida”.

Esse esforço interdisciplinar destaca o poder transformador das palavras em contextos de privação de liberdade, contribuindo para uma sociedade mais equitativa.

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