Formalização da rede de corrupção prisional continua no sábado

A audiência de formalização para 47 gendarmes e 23 civis envolvidos na Operação Apocalipse retoma no sábado em Santiago, após os promotores detalharem como a rede traficava bens ilegais nas prisões. O promotor Marcos Pastén descreveu uma rede de corrupção envolvendo subornos e controle de serviços proibidos desde 2020. Os acusados enfrentam acusações de associação criminosa, suborno e peculato.

No 12º Tribunal de Garantia de Santiago, a audiência de formalização começou na sexta-feira para 47 gendarmes e 23 civis envolvidos em uma rede de corrupção desmantelada pela Operação Apocalipse. O Ministério Público Metropolitano Ocidental, liderado pelo promotor regional Marcos Pastén, investiga crimes como associação criminosa, corrupção, peculato simples e agravado, lavagem de dinheiro e infrações patrimoniais, com eventos remontando ao menos a janeiro de 2020.

Pastén explicou que a investigação descobriu organizações em instalações como o Centro Penitenciário Feminino de San Joaquín e o Centro de Detenção Preventiva Santiago 1, onde presos e guardas coludiam para introduzir comida, álcool, drogas, telefones e outros itens proibidos. “A existência de várias organizações de indivíduos que, com diversos papéis e ação sustentada ao longo do tempo, através de uma teia de corrupção, formam um sistema criminoso que cobra e controla o tráfico de bens e serviços ilegais ou regulados”, detalhou o promotor.

No CPF San Joaquín, uma organização liderada pela presa Dora Jiménez definia preços e gerenciava fundos transferidos por familiares via contas de terceiros, gerando lucros significativos. Em Santiago 1, o grupo 'Los Colombia', liderado por figuras como Jorge Humberto Herrera e Blanca González, operava do quiosque Los Patos e facilitava visitas irregulares, chamadas “gatitas”, em troca de pagamentos a funcionários.

Os guardas transformaram os controles institucionais em ganhos pessoais, vendendo segurança, alocações de prisioneiros e ocultando apreensões para revender itens. “Essa conduta transforma os mecanismos de controle institucional em oportunidades de benefício econômico pessoal”, enfatizou Pastén.

A audiência, dividida em duas salas devido ao número de acusados, se estendeu pela apresentação dos fatos e continuará no sábado às 10:00. O juiz Francisco Ramos Pazó determinou que os detidos permaneçam algemados por segurança e em trânsito até a resolução das medidas cautelares.

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