Controladoria detecta fraquezas no posto fronteiriço de Colchane

A Controladoria Regional de Tarapacá identificou múltiplas falhas no controle e infraestrutura no Posto Fronteiriço Colchane, incluindo pessoal insuficiente e equipamentos inoperantes. A inspeção, iniciada em setembro, revelou riscos à segurança fronteiriça. A agência emitiu ordens corretivas a várias instituições.

A Controladoria Geral da República (CGR) realizou uma inspeção no Posto Fronteiriço Colchane, na Região de Tarapacá, para avaliar as condições operacionais, infraestrutura e sistemas tecnológicos para o controle de pessoas, bens, moedas e substâncias ilícitas. A auditoria começou no final de setembro de 2025, com uma visita in loco liderada pela Controladora Geral Dorothy Pérez, acompanhada pela Controladora Regional Paula Vera, chefe da Divisão de Auditoria Ricardo Provoste e auditores regionais. O objetivo foi revisar o Plano Fronteira Segura, o destacamento militar e a administração do complexo fronteiriço.

O Relatório Final n° 669/2025 identificou fraquezas que comprometem a segurança. Estas incluem a falta de unidades especializadas: nem a Polícia de Investigações (PDI) nem o Serviço Nacional de Alfândegas possuem equipamentos para combater delitos de tráfico de drogas conforme a Lei n° 20.000. Além disso, há insuficiência de pessoal, com menos oficiais da PDI Polícia Internacional do que o requerido e presença limitada de Carabineros.

Foi confirmado o trânsito irregular de pessoas pelo “Passo Ancestral” entre Pisiga (Bolívia) e Colchane (Chile), juntamente com o deterioro da cerca fronteiriça. Equipamentos chave estão inoperantes: o Body Scan da PDI, uma máquina de raios X e o incinerador do Serviço Agrícola e Pecuário (SAG), sem esforços para substituição. O único caminhão scanner da Alfândega inspeciona em média 16 caminhões diários, sem registro de critérios de seleção.

Em resposta, a CGR ordenou à PDI certificar a operacionalidade do Body Scan e garantir a presença permanente da Brigada Antinarcóticos. A Alfândega deve aumentar a frequência de inspeções e otimizar o uso do scanner. O SAG garantirá o funcionamento do incinerador e melhorará os processos. Finalmente, a Delegação Presidencial coordenará a substituição de equipamentos e reforçará a infraestrutura crítica.

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