O Contralor Geral da República alertou para potenciais riscos fiscais decorrentes de modificações unilaterais no contrato do projeto Canal del Dique. Em um documento dirigido aos Ministérios de Transportes e Finanças, bem como à ANI, o contralor Carlos Hernán Rodríguez Becerra questiona a decisão de alterar as condições contratuais sem negociação prévia com os concessionários.
O projeto Canal del Dique, vital para a região do Caribe devido aos seus impactos ambientais, sociais e econômicos, enfrenta agora novos alertas do Contralor Geral. O órgão de fiscalização fiscal expressou preocupações quanto à modificação unilateral de uma condição contratual existente, promulgada por decreto do Governo. Essa medida, liderada pela Agência Nacional de Infraestrutura (ANI), pode levar a litígios, custos adicionais e danos ao patrimônio público. O contralor geral Carlos Hernán Rodríguez Becerra enviou uma comunicação aos Ministérios de Transportes e Finanças, e à ANI, observando que a agência sempre teve a opção de negociar com os concessionários, mas optou por uma mudança sem acordo. Segundo o Contralor, isso altera as regras acordadas e pode resultar em juros de moratória e remuneração que afetem as finanças do Estado. Especificamente, alerta que tais custos podem começar em fevereiro e maio de 2026, dependendo do tipo de juros. Ao final de 2025, o patrimônio autônomo do projeto estava em $225,438 milhões, com algumas obras já pagas usando recursos de exercícios fiscais futuros. No entanto, o Contralor enfatiza que a disponibilidade de fundos não justifica mudanças unilaterais, que podem abrir a porta para reivindicações por descumprimento, problemas de fechamento financeiro ou até mesmo rescisão antecipada do contrato. Respeitando a autonomia das entidades envolvidas, o órgão convida a uma revisão dos alertas para evitar custos fiscais mais elevados e retrocessos nesta empreitada estratégica. O Contralor mantém o monitoramento contínuo de sua execução e viabilidade financeira.