A primeira parcela do 13º salário foi depositada até esta sexta-feira (28), injetando R$ 369,4 bilhões na economia brasileira em 2025, segundo o Dieese. Especialistas recomendam usar o benefício para quitar dívidas caras, reformar imóveis ou investir em opções seguras como Tesouro Selic e CDBs. Com juros em 15% ao ano, a escolha depende do perfil financeiro de cada um.
O 13º salário, benefício anual para trabalhadores com carteira assinada, teve sua primeira parcela paga até 28 de novembro de 2025, último dia útil bancário do mês. Com cerca de 59 milhões de investidores no país, o montante representa uma oportunidade para organizar finanças, conforme especialistas.
Para quem enfrenta dívidas como cheque especial, com juros acima de 130% ao ano, a prioridade é quitá-las, diz Flávia Michels, economista da CredCrea. 'Ao se livrar dessas contas, o orçamento respira e abre espaço para novos planos', afirma ela. Em seguida, reserve 10% a 20% para emergências antes de outras aplicações.
No caso de reformas residenciais, como na família Climaco em São Paulo, use no máximo 60% do valor, reservando margem para imprevistos que podem representar 20% da obra sem planejamento, alerta a arquiteta Cristiane Schiavoni. 'O erro mais comum é começar sem projeto', diz ela. Priorize infraestrutura, banheiros e cozinha, e evite parcelas longas que ultrapassem 20% da renda líquida.
Para financiamentos imobiliários, amortizar reduz o prazo e os juros. Simulações mostram que R$ 5.000 podem eliminar 6 a 12 parcelas em um contrato de R$ 480 mil a 12% ao ano, segundo Marcelo Da Cruz, do Grupo Referência. 'Essa prática pode encurtar a dívida em anos e gerar economias superiores a R$ 150 mil', explica. Compare a taxa do financiamento com rendimentos de investimentos; se superior a 15% da Selic, amortize; caso contrário, invista.
Opções de investimento incluem LCA, LCI e Tesouro Selic para liquidez diária, ideais para reserva de emergência, recomenda Harion Camargo. Para perfis mais avançados, fundos imobiliários, ETFs ou BDRs diversificam, protegendo contra inflação e câmbio, como dólar, sugere Fábio Macedo. A B3 oferece cursos gratuitos para educação financeira, com mais de 520 mil cadastrados.
Em resumo, avalie seu momento: desorganizado (controle gastos), contas em dia (crie metas), iniciante (baixa risco) ou crescimento (diversifique). Simule sempre para equilibrar consumo e patrimônio.