Brazilian National Treasury official rejecting a R$20 billion loan guarantee to Correios due to high interest rates, with disappointed company president.
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Tesouro veta empréstimo de r$ 20 bilhões aos correios por juros altos

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O Tesouro Nacional recusou conceder garantia a um empréstimo de r$ 20 bilhões negociado pelos Correios com um consórcio de bancos, devido à taxa de juros considerada excessiva. A decisão foi comunicada ao presidente da estatal, Emmanoel Rondon, nesta terça-feira, 2 de dezembro de 2025. A companhia agora busca novas negociações para ajustar as condições.

Os Correios, estatal de serviços postais, tiveram aprovada pelo conselho de administração, em reunião extraordinária no sábado, 29 de novembro de 2025, uma operação de crédito de r$ 20 bilhões com um consórcio formado por Banco do Brasil, Citibank, BTG Pactual, ABC Brasil e Safra. A taxa de juros proposta era de 136% do CDI, equivalente a cerca de 20% ao ano, o que levou o Tesouro Nacional a vetar a garantia soberana.

Nesta terça-feira, 2 de dezembro, o Tesouro informou à presidência da empresa que não aceitará operações acima de 120% do CDI, ou aproximadamente 18% ao ano, limite estabelecido para fiador de entes subnacionais. Emmanoel Rondon foi convocado para reunião no Ministério da Fazenda, onde recebeu a notificação. A estatal suspendeu a transação e planeja retornar à mesa de negociação com os bancos para reduzir o custo.

A companhia enfrenta graves problemas financeiros, com prejuízo acumulado de r$ 6,1 bilhões de janeiro a setembro de 2025, quase o triplo dos r$ 2,14 bilhões do mesmo período de 2024. Fatores como mudanças tecnológicas que reduzem o uso de cartas e telegramas, concorrência de empresas privadas de entregas e queda de receitas contribuem para a crise. Além disso, o fundo de previdência Postalis drena recursos; há um ano, os Correios acordaram injetar r$ 7,6 bilhões, metade dos r$ 15 bilhões necessários para equilibrar as contas.

Durante o governo Bolsonaro, os Correios foram incluídos no programa de desestatização, mas com a posse de Lula, o plano foi arquivado em favor de uma reestruturação. Sem o empréstimo, a estatal pode precisar de aporte direto do Tesouro, respeitando regras fiscais. O governo avalia medidas como decreto para facilitar garantias, considerando plano de reestruturação da empresa.

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