Após as perturbações de quarta-feira que afetaram 24 mil passageiros, o sindicato ATEPSA continuou a greve contra a EANA na quinta-feira com paralisação de voos domésticos das 16h às 19h. As negociações permanecem travadas sobre reintegrações e melhorias laborais, levando ao apoio da APLA e a uma queixa-crime do governo.
O segundo dia da greve da ATEPSA contra a Empresa Argentina de Navegação Aérea (EANA) ocorreu na quinta-feira, 18 de dezembro, das 16h às 19h, visando voos domésticos após a ação matinal de quarta-feira que causou atrasos e cancelamentos generalizados.
A ATEPSA denuncia a 'intransigência brutal e ausência de diálogo' da EANA, exigindo reintegração de trabalhadores, revisão de condições laborais, cumprimento de acordos de negociação coletiva, melhores refeições e reavaliação da complexidade dos aeroportos. Não recebeu qualquer iniciativa de negociação.
O calendário de greves prossegue com: terça-feira, 23 de dezembro, das 19h às 23h em voos domésticos; sábado, 27 de dezembro, das 14h às 17h em serviços internacionais; e segunda-feira, 29 de dezembro, das 8h às 11h em todo o país para toda a aviação. As ações estendem-se até 29 de dezembro.
A Associação de Pilotos de Linhas Aéreas (APLA) manifestou apoio no X, endossando as medidas da ATEPSA e destacando o respeito aos acordos de negociação enquanto rejeita a precarização do trabalho.
A EANA qualificou a greve de 'inadmissível' para um serviço essencial em período de férias. O governo, por intermédio da EANA, apresentou uma queixa-crime no Tribunal Federal n.º 3, sob a juízo de Daniel Rafecas, alegando riscos à segurança decorrentes de desligamentos prévios de torres de controle e bandeiras no Aeroparque e Ezeiza. A ATEPSA informa não ter recebido notificação formal.