A paralisação surpresa de motoristas e cobradores de ônibus em São Paulo, que afetou 3,3 milhões de passageiros na tarde de 9 de dezembro de 2025, foi suspensa após reunião com o prefeito Ricardo Nunes. As empresas se comprometeram a pagar o 13º salário no dia 12, sob pena de rescisão de contratos. O caos incluiu terminais vazios, metrôs lotados e recorde de congestionamento na cidade.
Na tarde de 9 de dezembro de 2025, motoristas e cobradores de 15 empresas de ônibus em São Paulo iniciaram uma paralisação surpresa após receberem uma carta das operadoras solicitando adiamento no pagamento do 13º salário, originalmente previsto para 12 de dezembro, sem especificar que seria por apenas cinco dias. O Sindicato dos Motoristas e Trabalhadores em Transporte Rodoviário Urbano (SindMotoristas), liderado por Valdemir dos Santos Soares, reagiu à mobilização pulverizada via grupos de WhatsApp, parando o serviço por volta das 17h e afetando 3,3 milhões de passageiros.
Terminais como Pinheiros ficaram vazios, com mensagens vagas sobre 'problemas operacionais'. Passageiros como Eliana, 37 anos, e Aline, 18 anos, relataram surpresa e recorreram a metrôs superlotados e trens da CPTM com velocidades reduzidas devido a falhas. Corridas por aplicativos dispararam para até R$ 150, e o trânsito atingiu recorde de 1.486 km de lentidão às 19h, agravado pela chuva.
A Prefeitura de São Paulo, sob Ricardo Nunes (MDB), suspendeu o rodízio municipal, registrou boletim de ocorrência contra as empresas por paralisação sem aviso e convocou reunião às 19h30 com donos das viações e sindicalistas. Após 1h30 de discussões, as empresas, representadas pelo SPUrbanuss, admitiram erro na carta e comprometeram-se a pagar o 13º no dia 12. Nunes alertou: 'Não permanecerá em contrato com a Prefeitura de São Paulo a empresa que não honrar o pagamento com seus trabalhadores'.
Especialistas consideram a greve ilegal por falta de assembleia e aviso prévio de 72 horas para serviços essenciais. Por volta das 22h, ônibus voltavam a circular em áreas como Santo Amaro, embora alguns motoristas resistissem. O sindicato cancelou assembleia noturna e garantiu retomada normal. As empresas citam dificuldades financeiras ligadas à revisão quadrienal de contratos, mas a prefeitura afirma que repasses estão em dia.