Apagão em são paulo impulsiona demanda por geradores

Um ciclone extratropical causado por ventos fortes em 10 de dezembro deixou mais de 2 milhões de imóveis sem energia em são paulo, aumentando exponencialmente a procura por geradores de energia. Locadoras relatam estoques esgotados e centenas de chamadas diárias, enquanto autoridades discutem responsabilidades com a concessionária enel. O evento gerou prejuízos estimados em r$ 100 milhões para setores como restaurantes e hotéis.

O apagão iniciado em 10 de dezembro de 2025, após a passagem de um ciclone extratropical com ventos de até 98 km/h, afetou inicialmente 2,5 milhões de residências e comércios na grande são paulo, segundo dados da enel. Na tarde de 12 de dezembro, cerca de 700 mil imóveis ainda estavam sem luz no estado, com 482 mil na capital. A concessionária classificou os casos restantes como de 'alta complexidade' e não forneceu prazos para restauração, mobilizando 1.600 equipes para reparos.

A demanda por geradores disparou, esgotando estoques em locadoras. Edimar araujo sousa, ceo da multipower geradores, relatou que todos os 140 equipamentos estavam alugados, metade retirados nos últimos dois dias. 'A demanda está exponencial; se tivéssemos dez vezes mais, ainda assim não seria possível atender', disse sousa, priorizando idosos com respiradores e hospitais. A tecnogera recebeu 2.500 ligações por dia, contra 50 em períodos normais, segundo jorge moreno, diretor de novos negócios. Preços de locação variam de r$ 2.000 a r$ 10.000 diários, mais diesel.

Politicamente, o prefeito ricardo nunes (mdb) e o governador tarcísio de freitas (republicanos) cobraram intervenção federal na enel durante encontro com o presidente lula em osasco. Nunes mostrou dados de 498 mil imóveis sem energia, e lula brincou que era 'culpa do tarcísio', prometendo enviar o ministro alexandre silveira para discutir o tema. O ministério público de são paulo ajuizou ação exigindo religação imediata, com multa de r$ 200 mil por hora. A fhoresp estimou prejuízos de r$ 100 milhões para 5.000 estabelecimentos em restaurantes e hotéis, o sétimo apagão em menos de dois anos.

A enel culpou a prefeitura pela falta de poda de árvores, enquanto nunes registrou queixa na aneel, que deu cinco dias para explicações. Este é o quinto apagão em são paulo desde novembro de 2023, destacando falhas recorrentes em planejamento para eventos climáticos.

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