Experts in a São Paulo conference room debate preferring Enel sale over concession termination amid blackouts, skyline view.
Experts in a São Paulo conference room debate preferring Enel sale over concession termination amid blackouts, skyline view.
Imagem gerada por IA

Especialistas veem venda da Enel em SP mais fácil que caducidade

Imagem gerada por IA

O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, cobrou a Aneel para analisar falhas da Enel em São Paulo e recomendar o rompimento do contrato de concessão após apagões recentes. Especialistas do setor afirmam que vender a distribuidora seria um caminho mais simples e previsível do que decretar a caducidade, nunca aplicada antes no Brasil. A decisão segue reunião com o governador Tarcísio de Freitas e o prefeito Ricardo Nunes, unindo esferas de governo contra os problemas de fornecimento.

Em 16 de dezembro de 2025, o ministro Alexandre Silveira anunciou, após reunião com o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e o prefeito Ricardo Nunes (MDB), a intenção de encaminhar à Aneel o processo de caducidade da concessão da Enel na região metropolitana de São Paulo. No dia seguinte, enviou ofício à agência reguladora, citando 'reiterados desligamentos de grandes proporções e durações' e cobrando providências não adotadas anteriormente, incluindo ofícios de 2023 a 2025 que pediam fiscalização e análise de falhas após eventos climáticos.

A tempestade de 10 de dezembro, com ventos de até 98 km/h por 12 horas —a mais intensa desde 1963—, deixou 2,2 milhões de imóveis sem luz, com 81 mil ainda afetados uma semana depois e 27 mil no fim do dia 17. A Enel mobilizou 1.800 equipes, mas enfrentou novas interrupções por danos causados por rajadas e queda de 145 árvores sobre a rede na capital. A empresa destaca investimentos de R$ 10 bilhões desde 2018, plano de R$ 10,4 bilhões para 2025-2027 e contratações de 1.600 profissionais, além de 630 mil podas de árvores em 2024-2025.

Especialistas, como a diretora da PSR Angela Gomes, argumentam que a caducidade é complicada porque a Enel cumpre indicadores objetivos de qualidade e financeiros, exigindo processo robusto com ampla defesa para evitar insegurança no setor. 'Não há dúvida de que a mudança climática está afetando o setor, e que os ventos em São Paulo trazem novos desafios', diz ela. O ex-diretor da Aneel Edvaldo Santana estima que o processo, iniciado por Termo de Intimação existente, levaria pelo menos 12 meses, incluindo defesas administrativas e judiciais.

No setor privado, prevalece a visão de que vender a concessão —adquirida pela Enel por R$ 5,55 bilhões em 2018 e agora avaliada em R$ 16 bilhões— é mais viável, com prorrogação além de 2028. Potenciais compradores incluem CPFL, Neoenergia, Energisa e Equatorial, que assumiu a saída da Enel em Goiás em 2023. Rumores apontam interesse da Âmbar, mas a empresa não comenta. Um relatório do UBS avalia que um 'acordo informal' facilitaria um leilão, alterando o paradigma de avaliação de desempenho para incluir percepções subjetivas de qualidade pós-eventos climáticos extremos.

Silveira afirmou: 'Estamos completamente unidos [...] para que seja iniciado um processo rigoroso, regulatório e esperamos que a Aneel possa dar a resposta o mais rápido possível'. A Enel reafirma confiança no sistema regulatório e disposição para investimentos em redes resilientes, como distribuição subterrânea, em coordenação com autoridades.

Artigos relacionados

São Paulo leaders—Minister Silveira, Governor Freitas, and Mayor Nunes—unite at press conference to formalize Enel concession revocation request amid blackouts.
Imagem gerada por IA

Insatisfação coletiva acelera processo contra Enel em São Paulo

Reportado por IA Imagem gerada por IA

Os governos federal, estadual e municipal de São Paulo se alinham na insatisfação com a Enel, acelerando o pedido de caducidade do contrato de concessão de energia. Até quarta-feira, o ministro Alexandre Silveira e o governador Tarcísio de Freitas devem formalizar o requerimento à Aneel. A medida visa resolver os recorrentes apagões na região.

O governo de São Paulo exigiu intervenção federal na concessionária Enel após apagões prolongados que afetaram milhões na região metropolitana devido a um ciclone extratropical. A gestão de Tarcísio de Freitas criticou a falta de investimentos e o serviço inadequado, citando leis federais para justificar a ação. Políticos locais e o prefeito Ricardo Nunes reforçaram as demandas, enquanto o governo federal avalia possíveis sanções.

Reportado por IA

Um ciclone extratropical causou um apagão que afetou mais de 2 milhões de imóveis em São Paulo na quarta-feira (10/12), com ventos de até 98 km/h. A Enel, com ajuda de 76 equipes de outras distribuidoras, afirma que o serviço está retornando à normalidade, mas milhares de imóveis ainda estão sem luz no domingo (14/12). Autoridades federais ameaçam revogar a concessão da empresa por falhas no serviço.

Especialistas em energia alertam que a Colômbia enfrenta um risco real de desequilíbrio elétrico devido ao aumento do consumo e atrasos em projetos de geração. O sistema mostra sinais de alerta após 30 anos sem apagões. Diversificar fontes e melhorar a transmissão são instados para evitar racionamento em 2026 e 2027.

Reportado por IA

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou que a bandeira tarifária para janeiro de 2026 será verde, sem custos extras nas contas de luz para os consumidores brasileiros. Isso ocorre após oito meses de bandeiras amarelas e vermelhas, graças à manutenção dos níveis de chuvas e reservatórios hidrelétricos em novembro e dezembro. A última bandeira verde foi aplicada em abril de 2025.

A diretora da Comissão Federal de Eletricidade (CFE), Emilia Esther Calleja Alor, compareceu perante a Comissão de Energia da Câmara dos Deputados para detalhar as conquistas da empresa em 2025, como parte do Primeiro Relatório de Governo de Claudia Sheinbaum. Ela destacou subsídios para tarifas familiares, redução de interrupções elétricas e expansões de infraestrutura. A apresentação enfatizou a soberania energética e parcerias com o setor privado.

Reportado por IA

O Ministério da Justiça notificou as três maiores distribuidoras de combustíveis do Brasil, Ipiranga, Raízen e Vibra, concedendo prazo de 48 horas para detalharem reajustes recentes nos preços. A ação responde a aumentos considerados suspeitos pelo governo, antes dos impactos da guerra no Oriente Médio. As empresas afirmam compromisso com transparência e citam fatores como custos de importação.

segunda-feira, 30 de março de 2026, 02:09h

Aena vence leilão do Galeão e passa a operar 18 aeroportos no Brasil

sexta-feira, 20 de março de 2026, 12:20h

Governo de SP abre crédito suplementar para túnel Santos-Guarujá

segunda-feira, 16 de março de 2026, 12:37h

Enel agenda cortes de energia em 10 comunas da RM nesta terça-feira

terça-feira, 13 de janeiro de 2026, 05:16h

Celina Leão indica Edison Garcia para presidir conselho do BRB

sábado, 27 de dezembro de 2025, 18:01h

Fortes chuvas deixam quase 160 mil casas sem luz na Grande São Paulo

segunda-feira, 15 de dezembro de 2025, 12:27h

Cade aprova compra do controle da Emae pela Sabesp

sábado, 13 de dezembro de 2025, 21:49h

Apagão em SP persiste após ciclone e gera protestos

sexta-feira, 12 de dezembro de 2025, 15:51h

Mais de 7000 usuários sem energia em AMBA devido ao calor e obras

sexta-feira, 12 de dezembro de 2025, 03:23h

Apagão em são paulo impulsiona demanda por geradores

quinta-feira, 11 de dezembro de 2025, 20:05h

Enel deixa 1,3 milhão sem energia em SP após ciclone

 

 

 

Este site usa cookies

Usamos cookies para análise para melhorar nosso site. Leia nossa política de privacidade para mais informações.
Recusar