Cantareira inicia 2026 com restrições na captação de água

O Sistema Cantareira, principal reservatório da Grande São Paulo, registrou queda de 0,1% no volume armazenado em 1º de janeiro de 2026, atingindo 20,1%, apesar das chuvas recentes. Isso ativou a faixa de 'restrição', limitando a retirada de água a 23 metros cúbicos por segundo, com apoio do rio Paraíba do Sul. Autoridades afirmam que não há risco imediato de rodízio no abastecimento.

O Sistema Cantareira, responsável pelo abastecimento de grande parte da região metropolitana de São Paulo, iniciou o ano de 2026 com níveis preocupantes. Em 1º de janeiro, o volume útil caiu 0,1% para 20,1%, conforme relatório da Sabesp, aproximando o reservatório da operação mais restritiva. Essa queda ocorreu apesar de chuvas em dezembro, que totalizaram 134 milímetros no Cantareira, abaixo da média histórica.

Desde o final de setembro de 2025, o sistema opera abaixo de 30% de capacidade, com mínimas de 19% na primeira quinzena de dezembro – os índices mais baixos desde a crise hídrica de 2014-2016. A chuva de 30 de dezembro, de 17,6 mm, foi a terceira mais significativa do mês, mas insuficiente para reverter o déficit. Na capital paulista, dezembro registrou 177 mm, 3,7% abaixo da média.

As agências ANA e SP Águas anunciaram em 31 de dezembro que, para janeiro, a captação será limitada a 23 m³/s, com transposição de água do rio Paraíba do Sul. O Cantareira opera em cinco faixas: normal (≥60%, até 33 m³/s), atenção (40-60%, 31 m³/s + apoio), alerta (30-40%, 27 m³/s + apoio), restrição (20-30%, 23 m³/s + apoio) e especial (<20%, 15,5 m³/s + apoio).

O Sistema Integrado Metropolitano, que inclui outros seis reservatórios, está em 26% de capacidade, na terceira faixa de contingência da Arsesp (29-23%). Rodízio só ocorreria na sétima faixa, com volume negativo a partir de 3,3%. Projeções indicam manutenção dessa faixa até setembro de 2026, sem previsão de cortes.

O governo de Tarcísio de Freitas (Republicanos) destaca esforços para preservar os mananciais em meio a chuvas abaixo da média e aumento de 60% no consumo devido ao calor. Medidas incluem redução da pressão noturna (19h às 5h), que economizou 57 bilhões de litros, embora cause desabastecimentos temporários em alguns bairros. Outras ações envolvem plano de gestão hídrica e adiantamento de obras, como o bombeamento de até 2.500 litros por segundo do rio Itapanhaú para o Sistema Alto Tietê, elevando sua capacidade em 17%.

Previsões do CGE indicam pancadas de chuva a partir de 2 de janeiro, com média histórica para o mês de 256,4 mm na capital.

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