Governo de Minas dobra multa à Vale por vazamentos em minas

O governo de Minas Gerais aumentou a multa aplicada à mineradora Vale de R$ 1,7 milhão para R$ 3,3 milhões devido a falhas em sistemas de drenagem em duas minas, que registraram vazamentos em 25 de janeiro de 2026. A decisão considera o histórico de reincidência da empresa e contrasta com a versão da Vale, que nega o transporte de rejeitos. As medidas incluem suspensão de atividades em uma das minas para prevenir riscos ambientais.

Em 25 de janeiro de 2026, coincidindo com o sétimo aniversário da tragédia de Brumadinho, duas minas da Vale registraram vazamentos: a mina Fábrica, em Ouro Preto, e a mina Viga, em Congonhas, na região central de Minas Gerais. O governo estadual identificou falhas nos sistemas de drenagem, agravadas por chuvas intensas, levando a extravasamentos de água com sedimentos.

Na mina Fábrica, estima-se que 262 mil metros cúbicos de água com sedimentos vazaram, afetando áreas internas da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) e causando assoreamento nos córregos Ponciana e Água Santa, além do rio Maranhão. Na mina Viga, houve escorregamento de talude natural, com lançamento de sedimentos para o córrego Maria José e o rio Maranhão. A Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável afirma que pelo menos um dos episódios em Congonhas transportou rejeitos de minério para cursos d'água, contradizendo a Vale.

A mineradora, por sua vez, sustenta que não houve carregamento de rejeitos, apenas água com sedimentos, e que os vazamentos foram contidos sem feridos ou impacto direto à população. A Vale reforça que os incidentes não envolvem barragens, que permanecem estáveis e monitoradas, e que realiza inspeções periódicas, especialmente no período chuvoso. As causas estão sendo apuradas pela empresa.

O aumento da multa, anunciado após reunião em 30 de janeiro, baseia-se na reincidência: em 3 de agosto de 2023, a Vale foi multada em R$ 211.549,80 por danos ambientais em Brumadinho, incluindo supressão de vegetação nativa sem licença em área de preservação permanente. Pelo decreto estadual 47.383/2018, infrações repetidas em menos de três anos justificam penalidades mais severas.

Além da multa, o governo determinou a suspensão total de atividades na mina Viga e parcial na cava 18 da mina Fábrica, até a eliminação de riscos e adoção de controles eficazes. Em nota de 31 de janeiro, a Vale informou que se manifestará oportunamente perante as autoridades. Os impactos totais ainda estão sendo dimensionados pela secretaria.

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