Um tornado de categoria f3 atingiu rio bonito do iguaçu, no paraná, na sexta-feira, 7 de novembro de 2025, causando seis mortes e danos em 90% da área urbana da cidade. O ministério da educação suspendeu a aplicação do enem na localidade, permitindo reaplicação para os afetados. O governo estadual decretou calamidade pública e propôs auxílio de r$ 50 mil por família.
O tornado, classificado como f3 com ventos acima de 250 km/h, ocorreu por volta das 18h de sexta-feira, 7 de novembro de 2025, em rio bonito do iguaçu, município com 14 mil habitantes localizado a 400 km de curitiba. O fenômeno durou cerca de um minuto, derrubando casas, escolas e comércios, e afetou também guarapuava e cidades vizinhas como candói e laranjeiras do sul. Seis pessoas morreram: cinco em rio bonito do iguaçu — julia kwapis, 14 anos; josé gieteski, 83; adriane maria de moura, 47; claudino paulino risse, 57; e jurandir nogueira ferreira, 49 — e uma em guarapuava, josé neri geremias, 53. Mais de 750 ficaram feridas, com nove em estado grave, e cerca de 1.000 desalojadas, além de 30 desabrigadas.
A defesa civil estimou danos em quase 700 casas e 90% da zona urbana, com buscas encerradas sem desaparecidos reportados. O governador ratinho jr. (psd) decretou luto de três dias e estado de calamidade pública, visitando a área no sábado, 8. "Em um tornado nível 3, com ventos acima de 250 km/h, é difícil que alguma casa ou prédio comercial fique de pé", afirmou ele, destacando solidariedade de outros governadores para a reconstrução.
O ministério da educação suspendeu o enem, marcado para 9 e 16 de novembro, em rio bonito do iguaçu, seguindo protocolo do inep. O ministro camilo santana (pt) garantiu: "Nenhum inscrito no enem será prejudicado [...] terão direito a fazer uma reaplicação numa data que será anunciada pelo inep". No sábado, ratinho jr. enviou projeto de lei à assembleia para liberar até r$ 50 mil por família via fundo estadual de calamidades, com votação prevista para domingo, 9. A caixa econômica deve acelerar saques do fgts, conforme a ministra gleisi hoffmann, que visitou a região. O governo federal reconheceu a calamidade, e o ministério de minas e energia mobilizou esforços para restabelecer energia a 80 mil sem luz. Voluntários e forças armadas auxiliam na remoção de escombros e distribuição de donativos.